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A semana em sete notícias

Paula Carvalho

16 de janeiro de 2010 | 10h00

Abaixo você confere o que foi notícia na editoria de Internacional nos últimos sete dias.

Domingo, 10 de janeiro – “Estilo K” é como é chamado na Argentina o estilo de governo do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) e de sua mulher, a presidente Cristina Kirchner. Caracterizado pelo tom de confronto, a ausência de diálogo com a oposição e a mudança constante das regras do jogo, o governo do casal Kirchner também tem feito controvertidas interferências nas instituições da Argentina. Essa forma de governar foi classificada de “hiperpresidencialista” pelos analistas políticos argentinos. Mas, para eles, os Kirchners parecem estar encontrando seus limites.

Segunda-feira, 11 de janeiro – Néstor Kirchner, marido da atual presidente, Cristina Kirchner, denunciou uma conspiração para derrubar o governo do país. Os aliados de Cristina já batizaram esse movimento de “restauração conservadora”. Néstor, que atualmente ocupa uma cadeira de deputado e é tido por muitos como o presidente
de facto da Argentina, afirmou que a cúpula dos conspiradores é liderada pelo vice-presidente da República, Julio
Cobos, pelo presidente do Banco Central, Martín Redrado, e pelo Grupo Clarín.

Terça-feira, 12 de janeiro – Apesar das declarações da presidente argentina, Cristina Kirchner, em defesa da utilização das reservas monetárias para o pagamento da dívida pública, uma ala do governo analisa a possibilidade de desistir dessa medida. O temor é o de que o movimento financeiro seja embargado na Justiça dos EUA a pedido de grupos de “holdouts”, os credores que ficaram de fora da controvertida reestruturação dos títulos da dívida em estado de calote desde a declaração de moratória em dezembro de 2001, informou o La Nación, além de outros importantes jornais argentinos.

Quarta-feira, 13 de janeiro – Terremoto de 7 graus abala capital do Haiti e afeta base brasileira. Testemunhas em Porto Príncipe relatam várias mortes e queda de dezenas de edifícios, incluindo a sede da presidência.

Quinta-feira, 14 de janeiro – Presidente haitiano, René Préval, disse que o terremoto que arrasou o Haiti na terça-feira pode ter causado a morte de 30 mil a 50 mil pessoas. O tremor de 7 graus na escala Richter devastou um país já arruinado pela pobreza. O Brasil, que comanda a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), perdeu 11 militares. O número de soldados mortos pode aumentar, mas é, desde já, a pior baixa do Exército brasileiro desde a 2ª Guerra. Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, também foi uma das vítimas.

Sexta-feira, 15 de janeiro – Em meio ao caos, país começa a contar os mortos e fechar feridas. Matéria de Gustavo Chacra, enviado especial do Estado a Porto Príncipe, mostra que situação nas ruas da capital haitiana é precária. Falta água, a gasolina está acabando, o acesso à comida é difícil e os esforços de países do mundo inteiro parecem ser insuficientes para reduzir a crise que afeta o Haiti depois do terremoto de terça-feira. Muitos haitianos escavam freneticamente, apenas com as mãos, entre os escombros em busca de parentes e amigos. A estimativa de mortos varia. Alguns falam em pelo menos 30 mil, outros em mais de 100 mil.

Sábado, 16 de janeiro – Autoridades haitianas disseram que mais de 140 mil pessoas podem ter morrido após o terremoto que devastou o Haiti na terça-feira e advertiram que gangues estão atacando os sobreviventes, que aguardam cada vez mais desesperados a distribuição da ajuda internacional.

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