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A semana em sete notícias – Segunda Semana de Novembro 2010

Robson Morelli

20 de novembro de 2010 | 00h07

Domingo, 14 de novembro –Cubanos que forem às lojas estatais de Havana comprar sandálias Havaianas não encontrarão mais os calçados empilhados em prateleiras padronizadas, como há dois meses.  Agora, “las legítimas” estão penduradas num display, colorido e modernoso, da marca.  A mudança seria banal em qualquer lugar do mundo.  Mas na ilha socialista não é, dizem empresários brasileiros de olho na iminente mudança estrutural da economia cubana.

Segunda-feira, 15 de novembro – Um pacote de segurança que inclui a entrega de 20 caças no valor de US$ 3 bilhões e outras garantias de segurança dos EUA a Israel fizeram com que o premiê israelense Binyamin “Bibi” Netanyahu aceitasse congelar as construções judaicas na Cisjordânia por 90 dias. Apesar de a expectativa ser positiva, os EUA ainda não obtiveram uma resposta oficial. Ela depende da concordância da coalização que sustenta o governo israelense.

Terça-feira, 16 de novembro – Os EUA levarão à cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) neste fim de semana, em Lisboa, um plano para encerrar as operações de combate no Afeganistão em 2014. A estratégia é transferir a segurança para os afegãos progressivamente ao longo dos próximos quatro anos. Mesmo depois do prazo, assim como ocorre no Iraque, a aliança militar ocidental deve manter um contingente para treinamento e logística.

Quarta-feira, 17 de novembro – Confrontos entre soldados da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah) e manifestantes que acusam tropas da ONU de ter iniciado uma epidemia de cólera deixaram pelo menos 2 mortos e 14 feridos desde a noite de segunda-feira. Os confrontos com vítimas ocorreram na segunda maior cidade do Haiti, Cap-Haitien, na região norte, mas distúrbios também foram registrados em Hinche, no centro do país.

Quinta-feira, 18 de novembro – A epidemia de cólera que já causou 1.034 mortes e deixou quase 17 mil pessoas internadas no Haiti chegou à República Dominicana e aos EUA, dando sinais de que pode se espalhar por outros países, prejudicar as eleições presidenciais haitianas do dia 28 e ultrapassar a barreira dos 200 mil casos no próximo ano, de acordo com projeções da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Sexta-feira, 19 de novembro – O veredicto do caso do primeiro prisioneiro de Guantánamo julgado em um tribunal civil, divulgado na quarta-feira, reacendeu o debate que envolve os esforços do governo de Barack Obama para restaurar o papel do sistema tradicional de Justiça no julgamento de casos de terrorismo. O tanzaniano Ahmed Ghailani pode pegar entre 20 anos e prisão perpétua por envolvimento nos ataques contra embaixadas americanas na África, em 1998 – lançados antes do esforço conhecido como “guerra ao terror”, que teve início após os ataques do 11 de Setembro. No entanto, como o júri o absolveu de mais de 280 outras acusações – entre elas as de assassinato –, críticos da estratégia de Obama disseram que o veredicto prova que os tribunais civis não são confiáveis para lidar com processos de terroristas da Al-Qaeda.

Sábado, 20 de novembro – A diplomacia brasileira recusou-se a apoiar a resolução na ONU que pede o fim do apedrejamento no Irã e condena esse tipo de punição. Aprovada ontem em votação, a resolução condena ainda Teerã por “graves violações de direitos humanos” e por silenciar jornalistas, blogueiros e opositores. O governo iraniano acusou a ONU de “politizar a questão do apedrejamento”

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