Abu Nidal, o terrorista palestino, não morreu. Está na Venezuela, diz jornal
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Abu Nidal, o terrorista palestino, não morreu. Está na Venezuela, diz jornal

Roberto Lameirinhas

23 de janeiro de 2010 | 13h00

 

Abu Nidal, em foto de arquivo: mistério

Abu Nidal, em foto de arquivo: mistério

A notícia surpreendeu os venezuelanos. O diário ‘El Nacional’, declaradamente de oposição a Hugo Chávez, estampou: “Governo protege suposto terrorista mais procurado do mundo.” Trata-se do palestino Abu Nidal, fundador do Fatah-Comando Revolucionário – uma dissidência da facção fundada por Yasser Arafat –, a quem se atribui mais de uma centena de atentados em várias partes do mundo, os quais resutaram em 275 mortos e quase 800 feridos, no anos 70.

 Citando “fontes de inteligência”, o ‘El Nacional’ afirma que o suspeito, um palestino, foi detido pela Interpol ao desembarcar no aeroporto de Maiquetía, perto de Caracas, duas semanas atrás. Ele teria se apresentado com identidade falsa, usando o nome de José Hayij Tuabaji. Ao perceber que poderia tratar-se de Nidal, o serviço de inteligência o internou numa clínica de Caracas, sob outra identidade falsa. Se for mesmo o terrorista, ele estaria próximo de completar 72 anos.

 Mas, até onde se sabe, Nidal se suicidou em 2002, em Bagdá, depois de ser cercado pelas forças de Saddam Hussein. O ‘El Nacional’ destaca no texto a notícia do suicídio de Abu Nidal, mas faz a ressalva de que ele já foi dado como morto outras vezes e reapareceu depois, no comando de algum grande atentado. (El Nacional)

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