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Exército egípcio dá ultimato para Morsi; acompanhe

Redação Internacional

01 de julho de 2013 | 10h34

Milhões de pessoas tomaram as ruas do Egito para exigir a renúncia do presidente Mohamed Morsi. O Conselho Supremo das Forças Armadas (SCAF) divulgou um comunicado no qual deu ao governo e as forças políticas um ultimato de 48 horas para pôr fim à crise política no país. Ao menos 16 pessoas morreram e 780 ficaram feridas desde domingo. Acompanhe aqui no Radar Global minuto a minuto a crise no país:

17h10: Bombas são jogadas na sede do partido islamista Wasat, afirma a rede Al Arabiya.

16h40: Imagens da Fox News mostram helicópteros militares sobrevoando a Praça Tahrir, com bandeiras do país, como forma de apoio aos manifestantes:

16h30: O general Sami Annan afirmou que a declaração do Exército egípcio foi clara e que todos devem respeitar a vontade do povo, informou a rede Al Arabiya.

15h33: O partido salafista Al-Nur, a segunda maior legenda islâmica do Egito, disse “temer” o retorno do Exército à vida política do país.

15h20: O presidente do Egito, Mohamed Morsi, se reuniu hoje com o comandante das Forças Armadas, general Abdel Fattah al-Sisi, segundo um comunicado divulgado pela página da presidência no Facebook. A reunião ocorreu horas depois de o Exército ter dado ao governo e à oposição um ultimato de 48 horas para pôr fim à crise. Uma foto do encontro foi divulgada.

15h: Manifestantes saem às ruas e pedem a saída de Morsi da presidência. Helicópteros sobrevoam a Praça Tahrir com bandeiras do país:

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14h49: Assista a vídeo do ataque à sede do partido da Irmandade Muçulmana no Cairo

14h39: Um político de alto escalão da Irmandade Muçulmana afirmou que nenhuma instituição do Estado vai promover um golpe contra Morsi e alertou contra interpretações equivocadas de quaisquer comunicados do Exército do país. “Uma instituição do Estado vir e promover um golpe de Estado contra o presidente, isso não vai acontecer”, disse Yasser Hamza, líder do Partido Liberdade e Justiça, da Irmandade Muçulmana, segundo a Reuters. “Qualquer força que for contra a Constituição, é um chamado à sabotagem e anarquia.”

14h37: Ao menos oito membros da Shura, a Câmara alta do Parlamento egípcio renunciaram hoje aos cargos em solidariedade às demandas da oposição, segundo o diário egípcio Al-Ahram. Os oito parlamentares pertencem a um bloco não islâmico independente.

14h30: Uma ONG que monitora abusos sexuais no Egito registrou 46 tentativas de estupro durante os protestos de ontem, informa o diário egípcio Al-Ahram. “Homens com porretes na entrada do metrô ameaçavam as mulheres”, informou a ONG Operação Antiestupro, em comunicado.

Ataques do tipo tornaram-se comuns em protestos políticos no Egito. Nos protestos que derrubaram Mubarak, uma jornalista americana chegou a ser estuprada.

14h19: O Pentágono recusou-se a comentar a crise política egípcia até analisar melhor o comunicado do Comando Supremo das Forças Armadas. Segundo o porta-voz do Departamento de Defesa George Little, o governo americano não pretende fazer especulações.

“Estamos analisando o comunicado. Não temos certeza do que vai acontecer nas próximas 48 horas e queremos evitar especulações”, disse. “Mas eu diria que apoiamos, como o presidente disse, a transição democrática no Egito e isso requer o compromisso de todas as partes envolvidas”

14h13: Ao menos 15 seguranças do principal estrategista político da Irmandade Muçulmana, Khairat el-Shater, foram presos hoje após troca de tiros com a polícia, informa a Reuters. Segundo a família de El-Shater, a residência dele foi atacada, mas seu paradeiro é desconhecido. Os seguranças foram acusados de porte ilegal de armas

13h58: Helicópteros das Forças Armadas sobrevoam na tarde de hoje o centro do Cairo e exibem bandeiras egípcias. Uma multidão já se concentra na Praça Tahrir, berço da revolução que derrubou a ditadura militar de Hosni Mubarak, em 2011. A praça já está assim (Foto: Suhaib Salem/Reuters)

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13h46: O ex-primeiro-ministro egípcio Ahmed Shafiq, um dos colaboradores do regime de Hosni Mubarak, derrotado por Morsi nas eleições do ano passado, disse hoje que o “reinado da Irmandade Muçulmana acabará até o fim da semana”

12h42: Aqui vão  trechos do comunicado do Exército egípcio:

“As forças armadas repetem seu pedido pelo atendimento às demandas populares e dão a todos 48 horas para a última chance de abarcar o peso deste momento histórico de uma nação que não perdoará nem tolerará que qualquer partido falte com a sua responsabilidade”

“O Exército egípcio não se envolverá em política, nem na administração pública. Está satisfeito com seu papel, conforme preveem as regras democráticas. Mas a segurança nacional está em grave perigo e o Exército tem a responsabilidade de agir nesses casos.

“As Forças Armadas estabeleceram um prazo que acabou ontem para a reconciliação das forças políticas, mas nenhum progresso foi feito. Em consequência, os egípcios tomaram as ruas.”

“Perder mais tempo trará mais divisão e conflito. Esse é o alerta que o Exército tem feito e continuará fazendo.”

12h36: Egípcios reagem a ultimato dado pelo Exército a Morsi. Foto: Amr Nabil/AP

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12h30: Assista ao vídeo do jornal egípcio Al-Ahram sobre os protestos de ontem, que reuniram milhões de pessoas contra Morsi em todo o Egito.

12h25: A presidência egípcia deve se pronunciar às 16h, no horário de Brasília, sobre a crise. A partir das 13h, também no fuso brasileiro, manifestantes prometeram retomar as ruas do país

12h11: Aqui vai um resumo dos principais acontecimentos da manhã de hoje no Egito

ProtestosMilhões de pessoas tomaram as ruas do Egito no domingo para exigir a renúncia do presidente Mohamed Morsi. Hoje, a oposição deu um ultimato para ele deixar o poder e pediu que o Exército e a polícia se posicionasse. O comando militar se pronunciou, dando a Morsi um ultimato de 48 horas para atender as demandas da população.

Violência: Ao menos 16 pessoas morreram e mais de 780 ficaram feridas desde a noite de ontem. Manifestantes contrários ao governo invadiram e saquearam o escritório do Partido Justiça e Liberdade, braço político da Irmandade Muçulmana no Cairo. Móveis, arquivos e equipamentos foram destruídos e uma bandeira do Egito foi hasteada no local.

Renúncias: Quatro ministros egípcios renunciaram hoje. A fonte não deu uma razão, mas a agência estatal de notícias havia informado mais cedo que os ministros estavam considerando deixar seus cargos em solidariedade aos manifestantes.

Entregaram os cargos os ministros do Turismo, Hisham Zaazou; da Comunicação e Tecnologia da Informação, Atef Helmi; de Assuntos Jurídicos e Parlamentares, Hatem Bagato; e de Assuntos Ambientais, Khaled Abdel-Al

12h09:  O porta-voz do Exército ressaltou que o plano seria implementado com a participação de todos os partidos políticos e os jovens, mas sem o envolvimento direto dos militares na política

12h05: Na Tanzânia, Obama disse ainda que os EUA estão preocupados com a violência no Egito e pediu que haja “moderação” dos dois lados. Obama lembrou que o presidente Morsi “foi eleito democraticamente” e ressaltou que o governo deve agir junto com a oposição para fazer “as melhoras que são necessárias” no país.

12h03: Um porta-voz da presidência egípcia deve se pronunciar em breve também sobre os protestos. Mais cedo, quatro ministros renunciaram em apoio às manifestações de rua. São eles os chefes das pastas do Turismo, Hisham Zaazou; da Comunicação e Tecnologia da Informação, Atef Helmi; de Assuntos Jurídicos e Parlamentares, Hatem Bagato; e de Assuntos Ambientais, Khaled Abdel-Al

12h02:  Segundo o general, Abdel Fatah al-Sissi, os protestos são uma expressão “sem precedentes” da vontade popular.

11h51: Na manhã de hoje, o escritório do Partido Justiça e Liberdade, braço político da Irmandade Muçulmana, foi invadido e saqueado no Cairo. Foto: Tara Todras-Whitehill/The New York Times

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11h49: Em visita oficial à Tânzania, o presidente americano, Barack Obama, disse que o presidente Morsi precisa trabalhar com a oposição e implementar reformas democráticas no país

11h44: O porta-voz do Exército disse que se os partidos políticos não chegarem a um acordo para pôr fim à crise, os militares terão de intervir para implementar um novo rumo ao país.

11h39: A cúpula do Exército egípcio  acaba de divulgar um comunicado dando um ultimato de 48 horas para o  governo e os manifestantes entrarem num acordo.

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