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Ajuda não só para orfanatos, mas para famílias que adotam no Malaui

Robson Morelli

07 de dezembro de 2009 | 01h00

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Maddona e o filho adotado no Malaui, David Banda. Foto: Reuters

Em um país empobrecido como o Malaui, onde a cantora Madonna adotou dois filhos, as crianças que vivem em orfanatos tem mais sorte no país – recebem três refeições por dia, uniformes escolares, calçados e são alfabetizadas. Essas instituições recebem doações de organizações religiosas e de caridade do Ocidente. Porém, as famílias africanas que adotam as crianças não recebem nenhum tipo de auxílio.

Os doadores pensam que podem mobilizar moradores a adotar sem oferecer nenhum tipo de apoio financeiro. Pesquisadores e especialistas acreditam que um meio de ajudar melhor essas crianças seria um simples remanejamento de verba – entre US$ 4 e US$ 20 por mês em um programa experimental que atua diretamente com as famílias que recebem os menores. Segundo estimativas, oito famílias poderiam adotar 24 crianças e receber US$ 1.500 por ano – o equivalente ao custo de uma criança em um orfanato.

Os abrigos são mais caros e muitas vezes prejudicam o desenvolvimento das crianças ao separá-las de seus familiares. Muitos que vivem em orfanatos no mundo possuem pais ou parentes vivos, e estão em instituições por conta da pobreza, segundo apontam dados do Unicef e da ONG Save the Children.

Famílias que fazem parte do programa afirmam que a ajuda financeira fez diferença. Segundo o The New York Times, Velenasi Jackson, de 80 anos, gasta os US$ 20 que recebe por mês com alimento e roupas para os dez netos adotados e que vivem em sua cabana de dois cômodos. Segundo ela, não existiram mais dias em que ficaram sem ter o que comer.

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