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Akhtar Mansour fortaleceu o Taleban e rejeitou diálogo

Considerado favorável às negociações de paz com o governo afegão, lider taleban rejeitou sentar-se à mesa de negociações logo que assumiu o comando do grupo

Redação Internacional

22 Maio 2016 | 19h52

O líder do Taleban, mulá Akhtar Mansour, morto no sábado por um drone americano, liderava a rebelião desde julho de 2015, após a confirmação da morte de seu antecessor, o misterioso mulá Omar.

Considerado, inicialmente, favorável às negociações de paz com o governo afegão, Mansour rejeitou sentar-se à mesa de negociações logo que assumiu o comando do grupo.

Assim como o mulá Omar, Mansour nasceu nos anos 1960, na Província de Kandahar, reduto pashtun e origem da rebelião taleban que governou o Afeganistão de 1996 a 2001.

Como Omar, que fugia de câmeras e aparições públicas, Mansour apareceu em poucas fotos. Nestas, podia-se ver um homem de barba preta espessa e turbante.

Mansur passou boa parte de sua juventude no Paquistão, como milhões de afegãos que fugiam da guerra. Ao longo do tempo, criou vínculos com o serviço secreto paquistanês, o ISI, acusado regularmente pelo governo do Afeganistão de ter criado e alimentado a rebelião taleban.

O começo de Mansour como chefe foi complicado. Foi acusado de traição, por ter escondido por mais de um ano a morte do mulá Omar ou por não respeitar o processo normal de sucessão. Mas conseguiu consolidar-se rapidamente no poder.

Sob seu comando, o Taleban ganhou força, obrigando as forças do governo a evitar uma expansão da rebelião, e realizou vários atentados. / AFP

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