Amanda Knox aceita pedido de casamento inspirado no filme ‘E.T’
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Amanda Knox aceita pedido de casamento inspirado no filme ‘E.T’

Hoje jornalista e escritora, Knox, 31 anos, foi acusada pelo homicídio de Meredith Kercher, ocorrido em 1º de novembro de 2007, na cidade italiana de Perúgia, onde ambas estudavam e dividiam uma casa

Redação Internacional

19 Novembro 2018 | 17h30

ROMA- A americana Amanda Knox, absolvida na Itália pelo assassinato da estudante britânica Meredith Kercher, aceitou se casar com seu namorado Christopher Robinson no sábado, 17, após um pedido inspirado no filme E.T. – O Extraterrestre.

Amanda Knox em entrevista à NBC. Foto: REUTERS/Peter Kramer

O casal estava em sua casa em Seattle, nos Estados Unidos, quando ouviu um barulho no quintal. Robinson encenou a queda de um meteorito e levou Knox até o quintal. Com o famoso tema do longa de Steven Spielberg composto por John Williams, ao fundo, ele ajoelhou-se e fez o pedido, que foi aceito.

“Eu não tenho um anel, mas eu tenho uma pedra grande. Você quer estar comigo até a última estrela na última galáxia queimada ou qualquer outra?”, disse o noivo. A proposta foi filmada e publicada nas redes sociais.

O caso

Hoje jornalista e escritora, Knox, 31 anos, foi acusada pelo homicídio de Meredith Kercher, ocorrido em 1º de novembro de 2007, na cidade italiana de Perúgia, onde ambas estudavam e dividiam uma casa. O corpo da britânica foi encontrado na residência degolado, seminu e com uma série de feridas. O caso logo chamou atenção pelas circunstâncias que o envolviam.

Ao lado do marfinense Rudy Guede, único condenado em definitivo pelo crime, Knox e seu então namorado, o italiano Raffaele Sollecito, foram acusados de matar Kercher em meio a discussões sobre a limpeza da casa e jogos sexuais que fugiram do controle – hipótese desconsiderada posteriormente.

A beleza da americana também foi outro chamariz para o homicídio. Na Itália, ela ficou conhecida como “a diaba com rosto de anjo”. O ex-casal chegou a ser sentenciado após o DNA de Knox ter sido encontrado em uma faca com o sangue da vítima e ficou presa na Itália até 2011, quando a Corte de Cassação, tribunal supremo do país, anulou o processo por falhas na perícia.

No mesmo dia em que foi libertada, a americana voltou para a casa de sua família, em Seattle. No fim de 2013, o mesmo tribunal determinou a reabertura do caso, já que a inocência dela e de Sollecito não tinham sido comprovadas, culminando em uma sentença condenatória da Corte de Apelação de Florença em janeiro do ano seguinte.

Contudo a decisão foi novamente derrubada pela Corte de Cassação, que não viu indícios de participação de Knox e Sollecito no assassinato e os absolveu em definitivo.

Já Guede foi condenado por ter invadido a casa e matado Kercher, mas ele alega que conhecia a britânica e que estava na residência a convite dela. Segundo sua versão, o homicídio ocorreu enquanto ele estava no banheiro, após uma discussão entre Kercher e Knox. O assassinato foi tema de um documentário na Netflix./Ansa

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