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Análise: o histórico das revelações sobre a NSA

Redação Internacional

16 de janeiro de 2014 | 19h05

A existência do programa de coleta de metadados telefônicos foi objeto da primeira reportagem do jornalista Glenn Greenwald realizada com base nos documentos entregues pelo ex-técnico da NSA Edward Snowden. Publicada pelo britânico The Guardian no dia 5 de junho de 2013, ela deu início a uma série de revelações que mostraram o alcance global do serviço de espionagem americano.

No dia seguinte, foi divulgada a existência de um outro programa, Prisma, pelo qual a agência pode ter acesso a dados armazenados por empresas de tecnologia, como Google, Apple e Facebook, nos termos de ordens emitidas pela Corte de Vigilância de Inteligência Estrangeira, cujas decisões são secretas.

A cada divulgação, os números se tornavam mais impactantes. No dia 11 de junho, reportagem do The Guardian mostrou que apenas no mês de março a NSA havia coletado 97 bilhões de dados de redes de computadores em todo o mundo.

As relações dos Estados Unidos com países aliados começaram a sofrer o impacto dos vazamentos de Snowden no fim de junho, quando foi divulgado que a NSA espionou escritórios da União Europeia nas Nações Unidas, em Washington e em Bruxelas, além de embaixadas de vários países.

A reação contra os americanos se intensificou no mês seguinte, quando veio à tona a coleta de dados de comunicações telefônicas e pela internet de milhões de cidadãos europeus. No dia 6 de julho, reportagem de Greenwald publicada no jornal O Globo mostrou que a espionagem também atingiu brasileiros. No dia 1º de setembro, o Fantástico divulgou documentos que mostravam o monitoramento de comunicações da presidente Dilma Rousseff e seus principais assessores pela NSA. O fato levou a presidente a cancelar a visita de Estado que faria a Washington no mês seguinte.

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