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ANÁLISE: Uso de imagem de rede social esbarra em questão ética

Redação Internacional

14 de novembro de 2012 | 16h42

BBC Brasil

Phill Coomes, editor de fotografia da BBC

Fotografias das pessoas por azar envolvidas em eventos noticiosos, comumente em circunstâncias trágicas, sempre foram procuradas pela mídia. Elas mostram algo das pessoas centrais para a história e permitem à audiência que se identifique com elas.

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No passado, os repórteres de campo pediriam aos parentes por uma foto, que as agências então distribuiriam para a mídia nacional e internacional. Mas isso leva tempo, e hoje nós consumimos, e exigimos, histórias e fotos com mais rapidez do que nunca, o que significa que as organizações de mídia vão procurar essas fotos nos sites de mídias sociais.

Até onde eu sei, a BBC não usou a foto da Neda errada.

Claro que há muitas questões a se considerar, incluindo a verificação da identidade e os direitos sobre a foto. Ambas as questões podem ser verificadas, mas há também uma questão ética – se a mídia tem o direito de tomar uma foto de um contexto e usá-la em outro, longe da audiência para a qual era destinada.

Não há respostas simples, já que a situação varia de história para história.

PERFIL: Neda Agha-Soltan: a jovem que morreu

• Não era conhecida por seu ativismo político; tinha apenas 26 anos quando foi morta com um tiro no coração, durante um protesto de rua
• Imagens de sua morte correram o mundo pela internet; a revista americana Time descreveu o episódio como ‘provavelmente a morte mais testemunhada na história da humanidade’
• Sua família foi proibida de realizar um funeral público; seu túmulo foi vandalizado
• A mãe de Neda disse à BBC que ‘a coisa mais dolorosa de todas’ é que a jovem não teve a oportunidade de realizar o sonho de sua vida, que era ter filhos

PERFIL: Neda Soltani: a vítima do engano

• Agora aos 35 anos, ela recebeu uma bolsa de uma universidade americana
• Ela não vê sua família desde que deixou o Irã
• Algumas autoridades iranianas ainda dizem que ela é Neda Agha-Soltan, e que ela fabricou sua própria morte
• Ela escreveu um livro sobre o episódio – My Stolen Face (Meu Rosto Roubado, em tradução livre)
• Seu depoimento foi dado ao programa Outlook do Serviço Mundial da BBC

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