Antiga casa do gângster Al Capone em Miami Beach pode ser alugada
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Antiga casa do gângster Al Capone em Miami Beach pode ser alugada

Empresa de investidores imobiliários comprou a residência em 2014 e aluga o local pelo valor de US$ 5 mil a diária

Redação Internacional

15 de junho de 2015 | 10h10

Foto: MB American Realty/ Efe

Foto: MB American Realty/ Efe

Quase 70 anos depois da morte do lendário gângster Al Capone, sua antiga residência em Miami Beach, no Estado americano da Flórida, voltou a ganhar vida como cenário para gravações de televisão, cinema e publicidade com o aluguel de diárias.

A caixa de correio da casa não esconde segredos. Qualquer um que consiga chegar ao local pode bisbilhotar seu interior, onde uma correspondência de propaganda convida a dar aulas particulares de tênis aos novos donos: a empresa de investidores imobiliários MB América. A poucos passos do lugar onde Al Capone recebia suas cartas, uma porta branca leva ao acesso principal da casa, uma vila de estilo colonial espanhol com mais de 2.700 metros quadrados, construída em 1922.

O gângster comprou a residência por US$ 40 mil no final dos anos 1920. Só saiu de lá quando foi preso em Alcatraz, acusado de evasão de impostos. Seis anos depois, quando cumpriu sua pena, ele voltou ao local. Al Capone morreu em um dos quartos da casa, em 1947, após sofrer um infarto.

A estrutura da mansão é composta por três edifícios diferenciados. Dois nos lados eram destinados aos funcionários de segurança e convidados. Capone vivia no bloco central. Toda a vila é pintada de branco cercada por um jardim de plantas tropicais que conservou seu projeto original. Em um dos lados da propriedade há uma fonte construída com coral rosa.

“Dizem que aqui Al Capone se sentava com sua mãe e sua neta para rezar. Os novos donos adquiriram a propriedade em 2014 e pagaram US$ 8 milhões. Foram investidos mais US$ 2 milhões para restaurá-la”, explicou Marco Bruzzi, representante dos novos proprietários. Agora, a lendária propriedade pode ser alugada por um valor de US$ 5 mil a diária.

Foto: MB American Realty / Efe

Foto: MB American Realty / Efe

“A estrutura original das paredes foi mantida, mas foi preciso reparar fendas e restaurar partes essenciais, como o chão e o telhado. A casa estava em más condições. Da mobília original não ficou praticamente nada, só lâmpadas, portas e janelas”, acrescentou Bruzzi.

Por outro lado, ficou intacto um dos banheiros projetados ao gosto de Capone no edifício central. O banheiro é revestido de azulejos amarelos e negros.

Mike, de 28 anos, é o responsável pelas mais de 50 pessoas que fizeram as obras de restauração. “Você sente uma sensação especial. Eu acho que Al Capone não era tão mau como dizem. Viemos trabalhar pensando que encontraríamos armas e álcool no porão. Só havia serpentes e caranguejos”, brincou. /EFE

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