AO VIVO: Equador concede asilo político a Julian Assange; fundador do WikiLeaks está na embaixada do país em Londres
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AO VIVO: Equador concede asilo político a Julian Assange; fundador do WikiLeaks está na embaixada do país em Londres

Redação Internacional

16 de agosto de 2012 | 09h44

SÃO PAULO – O governo do Equador concedeu nesta quinta-feira, 16, asilo político ao fundador do WikiLeaks, o jornalista australiano Julian Assange. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño. Desde a noite de quarta, a Embaixada do Equador em Londres está cercada pela polícia. Em meio aos rumores de que Quito poderia conceder asilo político, Correa se reuniu na quarta com Patiño para discutir o tema. Assange está refugiado na embaixada desde 19 de junho. Acompanhe as informações aqui.

Veja também:
PARA ENTENDER: Assange pode ser preso mesmo com asilo
ANÁLISE: Por que Assange escolheu o Equador?
CRONOLOGIA: Vazamentos e batalhas legais

23h02 – Encerramos aqui a cobertura do caso de Assange por hoje. Continue acompanhando as informações no portal estadão.com.br e no jornal O Estado de S. Paulo.

22h30 – Um dos advogados de Assange, Geoffrey Robertson, disse que o governo da Austrália poderia contribuir para resolver a disputa entre Londres e Quito sobre o asilo político concedido ao fundador do WikiLeaks. Assange é cidadão australiano. “Os equatorianos questionan os norte-americanos, os suecos e os britânicos, mas é claro que o país do senhor Assange (Austrália) não se envolveu, disse Robertson”, segundo a Efe. O advogado é especializado em direitos humanos. À rede de TV ABC, da Austrália, ele afirmou que acredita que é “a oportunidade para a Austrália se envolver em favor de seu cidadão e verificar se pode resolver esse problema”.

19h53 – A decisão do governo equatoriano de conceder asilo político a Assange repercutiu entre internautas brasileiros, que escreveram mensagens de apoio nas redes sociais. Leia algumas das mensagens.

19h23 – Um apoiador de Assange está desde a noite de quarta diante da Embaixada em Londres e fez algumas imagens que mostram a movimentação no local.

18h25 – “O salvo-conduto tem de ser pedido à Grã Bretanha, para Assange poder se movimentar livremente até ser transferido ao Equador. Não existe outra hipótese”, disse advogado ouvido pelo Estado.

18h06 – O juiz espanhol Baltasar Garzón (na foto abaixo), atual defensor legal de Assange, disse hoje que vai recorrer à justiça internacional se Londres não permitir a saída do fundador do WikiLeaks do país. O governo britânico, contudo, não tem obrigação legal de conceder um salvo-conduto. “O que o Reino Unido deve fazer é aplicar as obrigações diplomáticas da Convenção do Refugiado e permitir a saída dele (Assange) com um salvo-conduto. Se isso não ocorrer, recorreremos à Corte Internacional de Justiça”, disse Garzón ao jornal espanhol El País.

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18h05 – Julian Assange poderá fazer um discurso no domingo, disse mais cedo um porta-voz do WikiLeaks. Não está claro se ele falará em alguma janela do edifício da Embaixada equatoriana ou se sairá do local, arriscando ser preso. Leia mais informações a respeito mais abaixo. 

17h51 – A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF), sediada em Paris, divulgou hoje um comunicado elogiando a decisão do governo equatoriano de dar asilo político a Assange, que é jornalista. Em um comunicado, a RSF disse que “tomou nota” da decisão de Quito e que “sempre considerou que a extradição de Assange para a Suécia não poderia ser legítima a não ser que não levasse a uma extradição final para os EUA”. A RSF diz acreditar que Assange poderia ser condenado nos EUA a prisão perpétua ou pena de morte. “Os meios adotados pelas autoridades de Washington para encurralar os colaboradores do WikiLeaks e recuperar seus dados (secretos), fazem com que alimentemos esses medos”, disse o secretário-geral da RSF, Christophe Deloire. A organização disse que defende o “evidente interesse informativo do trabalho” desenvolvido pelo WikiLeaks.

17h30 – A reunião do Conselho Permanente da OEA sobre a situação de Julian Assange começa em Washington (leia mais abaixo informações a respeito). A Alba (Aliança Bolivariana para as Américas) também anunciou uma reunião sobre o assunto nas próximas horas.

17h28 – A informação sobre a declaração de Assange (na foto abaixo) no domingo foi publicada na conta do WikiLeaks no Twitter, diz a Reuters. “Julian Assange fará uma declaração em pessoa diante da Embaixada do Equador às 14h de domingo (10h de Brasília)”, diz a mensagem no microblog. Será a primeira aparição pública de Assange desde março”. Segundo a agência, o porta-voz do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, não deu mais detalhes sobre o discurso e se recusou a dizer se Assange falará a partir de uma janela do edifício ou na calçada. “Não posso entrar em detalhes neste momento por motivos de segurança”, disse.

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17h24 – O Conselho Permanente da OEA vai se reunir ainda hoje em sessão extraordinária, segundo a Efe, para tratar “a situação entre o Equador e a Grã-Bretanha”. A reunião ocorrerá na sede da OEA em Washington às 16h30 locais (17h30 no horário de Brasília, dentro de pouco menos de dez minutos).

16h39 – De acordo com a Reuters, Assange fará uma declaração em frente ao edifício da Embaixada do Equador em Londres no domingo. A informação é de um porta-voz. Não está claro, contudo, se o fundador do WikiLeaks se arriscará a ser preso ao sair do edifício.

16h30 – Segundo reportagem da BBC, Equador e Grã-Bretanha não querem “arruinar” laços diplomáticos em razão do caso Assange.

16h20 – De acordo com o jornal equatoriano El Comercio, chanceleres da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) e da Unasul vão se reunir no próximo fim de semana em Quito para discutir o caso Assange.

16h10 – Veja aqui repercussão do caso Assange nas redes sociais.

16h – De acordo com um professor sueco de Direito Internacional, a concessão de asilo político a Assange é uma “perda de tempo”. Segundo Ove Bring, que concedeu uma entrevista ao jornal sueco Expressen, o fundador do WikiLeaks tem três opções: ficar na embaixada, tentar fugir para o Equador ou aceitar a extradição para a Suécia. “Em uma das alternativas, ele iria para a Suécia, haveria uma investigação preliminar e as autoridades suecas entenderiam que não há como condená-lo”, disse Bring. Em sua teoria, Assange negaria as acusações, os relatos das duas mulheres seriam contraditórios e nada poderia ser provado. “Ele então poderá usar o asilo político e viajar para o Equador como um homem livre”, disse o professor ao Expressen.

15h55 – O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya também ficou refugiado em uma embaixada: Após ter sido preso e expulso do país, enviado à Costa Rica em junho de 2009, Zelaya voltou escondido à capital, Tegucigalpa, em setembro daquele ano e se refugiou na embaixada do Brasil. Ele permaneceu quatro meses no local, até o término de seu mandato, em janeiro de 2010. Depois, partiu para o exílio na República Dominicana. (BBC Brasil)

15h45 – O caso de Assange é o mais recente de uma longa tradição de pedidos de abrigo em missões diplomáticas. A Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961, codificou um costume já em uso há séculos ao estabelecer a “regra de inviolabilidade”. Pela regra, polícias e forças de segurança locais não podem entrar nas missões diplomáticas, a menos que tenham a permissão expressa do embaixador. (BBC Brasil)

15h30 – Policiais britânicos cercam a Embaixada do Equador em Londres (Foto: Sang Tan/AP)

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15h15 – Os Estados Unidos, apesar de negarem qualquer pressão sobre Londres, não comentaram o asilo político concedido a Assange.

15h – Mesmo que a Grã-Bretanha não dê o salvo-conduto para Assange, reportagem da BBC explica que, de acordo com o direito internacional e a Convenção de Viena, que regula as regras da diplomacia desde 1961, veículos e malotes para envio e recebimento de documentos diplomáticos não podem ser revistados, confiscados ou retidos.

14h30 – Pelo Twitter, o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, agradeceu há pouco as “milhares de demonstrações de apoio à decisão soberana do Equador de conceder asilo a Assange”.

14h21 – O chanceler britânico, William Hague, disse, mais cedo, que a Grã-Bretanha não permitirá a saída livre de Assange apesar do asilo político concedido pelo Equador. O Ministério de Relações Exteriores divulgou, há pouco, a íntegra do discurso de Hague em Londres (em inglês).

14h03 – Os Estados Unidos negaram há pouco ter feito algum tipo de pressão para que Londres prenda Julian Assange. Segundo a AFP, a porta-voz do Departamento de Estado Victoria Nuland se recusou a comentar a decisão de Quito de conceder asilo político ao fundador do WikiLeaks. Ela acrescentou, ainda segundo a agência, que “não há informações para indicar que seja verdade” que Washington tenha pressionado a Grã-Bretanha no caso.

14h01 – Veja imagens das manifestações em favor de Assange em Londres. Clique aqui para ver imagens de atos também em Quito, capital do Equador.

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13h33 – Hague disse também que a extradição de Assange para a Suécia (que ele prometeu cumprir apesar do asilo político concedido por Quito) não teria nenhuma relação com o trabalho do WikiLeaks ou com o desejo dos Estados Unidos de processá-lo por publicar documentação diplomática secreta.

13h30 – O ministro de Exteriores da Grã-Bretanha, William Hague disse que não há ameaças de invasão da Embaixada do Equador em Londres, local onde Assange está refugiado há cerca de dois meses. Leia mais abaixo outras declarações de Hague.

13h24 – A sede da Embaixada britânica em Quito está sendo protegida por policiais equatorianos. Veja fotos na galeria a seguir.

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13h19 – “A polêmica sobre Assange pode durar ainda muito tempo”, disse Hague, segundo a Reuters.

13h14 – Hague disse ainda que o recurso de asilo político não deveria ser usado como forma de permitir que Assange escape do processo judicial regular ao qual ele responde. O ministro disse ainda que está determinado a extraditar o fundador do WikiLeaks para a Suécia.

13h11 – O ministro de Exterior da Grã-Bretanha, William Hague, disse há pouco em Londres que o país não vai conceder salvo conduto a Julian Assange e permitir sua saída da Grã-Bretanha. “Não há base legal” para isso, afirmou, segundo a Reuters.

12h57 – Policiais equatorianos (foto abaixo) guardam a Embaixada britânica em Quito. O local foi alvo de manifestações ontem à noite, depois que o governo do país andino acusou Londres de ameaçar invadir a Embaixada e deter Assange.

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12h53 – O advogado sueco de Assange, Per E Samuelsson (na foto abaixo), disse hoje em Estocolmo, segundo a Efe, que a decisão do governo equatoriano de conceder asilo político ao fundador do WikiLeaks supões o encerramento do pedido de extradição por parte do governo da Suécia.

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12h39 – A colunista do Estado Lúcia Guimarães comenta o fato de que o governo equatoriano, cujo presidente quase fechou o principal jornal do país, se tornou próximo de um “defensor do acesso à informação” com a decisão de conceder a Assange asilo político. Ouça o comentário na rádio Estadão ESPN.

12h27 – “Sob a legislação britânica, o senhor Assange exauriu todas as suas opções de apelação e as autoridades britânicas têm a obrigação de extraditá-lo para a Suécia. Nós devemos realizar esta obrigação”,  disse um porta-voz do Departamento de Relações Exteriores britânico.

12h21 – A Suécia rejeitou “qualquer alegação” feita pelo Equador de que a justiça do país poderia não garantir os direitos de defesa de Assange, disse o ministro das Relações Exteriores do país, Carl Bildt.

12h19 – Assange estará protegido da prisão se viajar em um carro diplomático, mas a Embaixada do Equador fica no primeiro andar de um prédio vigiado pela polícia dia e noite. O local não tem estacionamento próprio, forçando o criador do WikiLeaks a pisar em solo britânico para entrar em um carro do corpo diplomático. Nesse caso, ele poderia ser preso. Outra possibilidade para a Scotland Yard é prendê-lo no aeroporto, ao sair do carro da Embaixada.

12h15 – Assange está refugiado na Embaixada do Equador em Londres, na Grã-Bretanha, desde 19 de junho, para evitar a extradição à Suécia, onde querem interrogá-lo sobre denúncias de crimes sexuais.

12h – Decisão do Equador pode aprofundar uma disputa política com a Grã-Bretanha, afirmam agências internacionais.

11h43 – Apoiadores de Assange diante da Embaixada do Equador em Londres fazem ato com bandeiras do país andino. Veja imagem abaixo:

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11h25 – As autoridades equatorianas avaliaram o risco de Assange ser julgado por razões políticas e acabar condenado à morte, no caso de ser extraditado aos Estados Unidos. O presidente do Equador, Rafael Correa, é declaradamente simpático a Assange.

11h17 –  “Queremos dizer que é inaceitável que o Equador interrompa o processo judicial sueco”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores em Estocolmo, Anders Jorle.

11h15 – A Suécia convocou o embaixador do Equador em Estocolmo para uma reunião sobre o asilo concedido a Assange.

11h13 – O fundador do Wikileaks, Julian Assange, disse que a decisão do Equador de conceder asilo político é “uma grande vitória”. Em uma declaração feita na Embaixada equatoriana em Londres, Assange disse: “É uma vitória importante para mim e para o meu povo. Talvez a situação ainda se torne muito mais estressante”.

10h30 – Ben Griffin, da organização Veterans for Peace, deixou a embaixada após falar com Julian Assange. “Só posso dizer que Julian está muito, muito feliz”, afirmou.

10h20 – Cerca de 100 manifestantes permanecem em frente à Embaixada do Equador em Londres. Eles prometem vigília até que Londres conceda salvo conduto para que Assange consiga deixar o país sem ser detido.

10h15 – Em comunicado enviado a jornalistas, a Grã-Bretanha disse que está “decepcionada com a declaração do ministro das Relações Exteriores do Equador, que ofereceu asilo político a Julian Assange”.

9h58 – O Ministério das Relações Exteriores da Grã Bretanha disse que vai obrigar a extradição de Julian Assange para a Suécia.

9h55 – Em resposta à ameaça britânica, classificada ainda na quarta-feira como uma tentativa de demonstração de “poder colonial”, o Equador acionou organizações regionais como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). “O Equador é uma nação democrática, soberana, e não podemos aceitar tais ameaças à nossa soberania”, disse.

9h50 – O chanceler citou a posição do Conselho de Segurança das Nações Unidas e das Convenções de Viena e Genebra sobre a proteção diplomática a embaixadas, tratados internacionais dos quais tanto Equador quanto a Grã-Bretanha são signatários.

9h45 – O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, às 7h38 (horário local, 9h38 em Brasília), após 30 minutos de discurso, com a presença da imprensa, no Equador.

9h38 – O governo do Equador concede asilo político ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange

9h15 – Segundo Patiño, a situação enfrentada por Assange é perigosa. “Ele compartilhou informações confidenciais com o mundo, o que causa chances de retaliações, que poderiam ameaçar a integridade e vida de Assange”, referindo-se aos documentos divulgados pelo WikiLeaks.

9h10 – Ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, inicia discurso sobre pedido de asilo de Assange.

8h03 – Grã Bretanha disse que não facilitará saída de Assange, mesmo se Equador conceder asilo.

7h30 – Pressão policial aumenta para que manifestantes deixem local. Ao menos duas pessoas são presas. Depois disso, situação se acalma.

7h – Polícia tenta afastar os manifestantes da frente do prédio. “Não será uma tarefa fácil”, disse um deles.

5h – Policiais armados chegam em carro diplomático e o número de policiais aumenta consideravelmente, segundo informações de manifestantes. Música, barulho de helicópteros e forte presença da imprensa agitam o local.

4h30– Assange está refugiado na Embaixada do Equador em Londres, na Grã-Bretanha, desde 19 de junho, para evitar a extradição à Suécia, onde querem interrogá-lo sobre denúncias de crimes sexuais. O criador do WikiLeaks, que publicou milhares de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, disse que teme ser enviado a esse país, onde acredita que sua vida correria riscos.

4h – Manifestantes relatam pelo Twitter que a imprensa começa a chegar ao local. Outras duas viaturas da polícia também se aproximam, conforme número de jornalistas e manifestantes aumenta.

1h – Até o momento, os Estados Unidos nem as autoridades suecas fizeram acusações formais contra Assange. Promotores suecos querem interrogá-lo sobre acusações de violação e agressão sexual feitas por duas participantes do WikiLeaks em 2010. Assange disse que teve relações sexuais consentidas com as mulheres que o denunciaram.

Quarta-feira

23h58 – Mais um carro de polícia chega ao local.

23h39 – Imagem publicada no Twitter no local mostra concentração de pessoas no local.

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23h20 – Analistas disseram à AP não acreditar que os policiais invadam a Embaixada. O professor Julio Echeverria, da FLACSO, em Quito, disse à agência que Londres tem “uma longa e conhecida tradição na Europa de respeitar missões diplomáticas”. A agência lembra que a sede diplomática é considerada território soberano do Equador. Mauricio Gandara, que foi embaixador do Equador em Londres, concordou. “Não acredito nesta ameaça (de invasão, por parte do governo britânico) porque mesmo que o (pedido de) asilo político seja atendido, Londres não vai permitir que ele saia da Embaixada e Assange ficará no local por um longo tempo’, disse.

23h14 – Apesar do horário (já passou das 3h da manhã em Londres), o número de policiais da Scotland Yard cercando a Embaixada equatoriana é grande, segundo agências de notícias. De acordo com o Times, um policial disse que não há intenção de invador o local, embora existam policiais dentro do prédio. O número não foi precisado.

22h55 – A ministra australiana da Justiça, Nicola Roxon, disse hoje que pode fazer “pouco” por Assange, segundo a AFP. O fundador do WikiLeaks, que é australiano, criticou várias vezes a atuação do governo de seu país no caso. A ministra afirmou, ainda de acordo com a agência, que tem um “interesse absoluto” na situação de Assange, mas que há limites no que ela pode fazer. “Obviamente tivemos contatos diplomáticos e obviamente demos a ele assistência consular, mas no final das contas é um tema entre Assange e o Equador”, disse Roxo à rádio australiana ABC. “Parece que agora se trata mais de um assunto entre o Equador e a Grã-Bretanha”, ela completou.

22h40 – Manifestantes no Equador fizeram um protesto diante da Embaixada britânica, contra a ameaça de invasão da sede diplomática em Londres. Segundo a Efe, cerca de 40 manifestantes, a maioria jovens, se reuniram diante da Embaixada, no centro comercial da cidade e gritaram frases como “Isso não é uma monarquia, exercemos a soberania” e “Somos soberanos, não uma colônia”. Veja imagens:

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21h01 – Segundo a conta oficial do WikiLeaks no Twitter, uma invasão da polícia ocorreria apenas nas primeiras horas da manhã de quinta-feira. No microblog, o WikiLeaks pede que apoiadores se dirijam à Embaixada como forma de pressionar o governo britânico.

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Cartazes foram colocados por apoiadores diante da sede diplomática do Equador

20h42 – O Twitter oficial do WikiLeaks informa que uma segunda viatura policial chegou ao local. “Uma segunda van grande e vermelha chegou para cercar a Embaixada do Equador em Londres”, segundo o texto.

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Policiais britânicos diante da Embaixada do Equador em Londres, nesta quarta-feira

20h36 – Um ativista transmite um vídeo ao vivo direto do local.

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O prédio da Embaixada do Equador em Londres está cercado pela polícia, que ameaça invadir o local

19h40 – Em meio à crescente tensão ao redor da Embaixada do Equador em Londres, o governo da Grã-Bretanha disse hoje que está “decidido” a extraditar Assange para a Suécia, país no qual foi acusado em um processo por agressão sexual. O porta-voz da chancelaria britânica disse, segundo a AFP, que o país “tem uma obrigação legal de extraditar Assange para que ele responda às acusações; estamos decididos a cumprir com essa obrigação”.

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