Artista de rua critica situação dos refugiados em murais artísticos em Calais
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Artista de rua critica situação dos refugiados em murais artísticos em Calais

Uma das imagens mostra Steve Jobs carregando um saco em seus ombros e um computador Macintosh, e traz a legenda ‘filho de um imigrante da Síria’

Redação Internacional

14 de dezembro de 2015 | 11h02

Os últimos trabalhos do artista de rua britânico Banksy apareceram em um campo de refugiados em Calais, na França. Um deles retrata o último CEO da Apple, Steve Jobs, carregando um saco em seus ombros e um computador Macintosh. A imagem é descrita como “o filho de um imigrante da Síria”.

Murais artísticos como esse foram montados no local conhecido como “A Selva”, que abriga aproximadamente 3 mil refugiados de países como Síria, Sudão e Afeganistão.

Em uma declaração publicada pela imprensa britânica, Bansky faz uma crítica à situação de preconceito enfrentada pelos refugiados. “Geralmente somos levados a acreditar que a imigração acaba com os recursos do país, mas Steve Jobs era filho de um imigrante sírio. A Apple é a empresa mais lucrativa do mundo e paga cerca de US$ 7 bilhões de impostos por ano – e isso só existe porque permitiram a entrada de um jovem de Homs”.

A intervenção artística em Calais ainda conta com um segundo mural que mostra refugiados lutando em um bote para tentar parar um iate de luxo. A imagem tem como base o quadro “A Balsa da Medusa”, do pintor francês Theodore Gericault. Na legenda, “Não estamos todos no mesmo barco”.

Um terceiro trabalho mostra a silhueta de uma criança olhando por um telescópio – em que um abutre está empoleirado – em direção à Grã-Bretanha.

Outras imagens do campo de refugiados mostram barracas improvisadas em frente às paredes grafitadas com os dizeres “Ninguém merece viver desse jeito” e “Talvez toda esta situação apenas se resolverá”.

Segundo informações da emissora CNN, um porta-voz da cidade de Calais disse que as autoridades locais iriam proteger os murais artísticos.

Há alguns meses, Banksy anunciou que seu parque temático “Dismaland” seria transformado em abrigo para imigrantes que viviam no campo de Calais.