As decisões de Trump desde sua chegada à Casa Branca
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

As decisões de Trump desde sua chegada à Casa Branca

Relembre as principais medidas tomadas pelo presidente americano em sua primeira semana à frente do país

Redação Internacional

27 Janeiro 2017 | 10h49

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou várias medidas desde sua posse na última sexta-feira (20), que vão da eliminação do “Obamacare” à construção do muro na fronteira com o México. Confira abaixo uma cronologia das principais ordens executivas firmadas por Trump:

– Sexta-feira,20: primeiro decreto, contra Obamacare
Donald Trump firma um decreto contra a emblemática lei de Saúde conhecida como “Obamacare”, promovida por seu antecessor, o democrata Barack Obama, e ordena a seu governo conceder o máximo de isenções possíveis a essa reforma de 2010 detestada pelos republicanos, à espera de sua derrogação no Congresso.

Além disso, o recém-chegado à Casa Branca proclama 20 de janeiro de 2017 – dia de sua posse -, como “Dia Nacional do Patriotismo” depois de pronunciar um discurso de tom populista e nacionalista. Em 2009, Obama havia proclamado o dia de sua posse como “Jornada Nacional da Renovação e da Reconciliação”.

– Domingo (22): renegociação do Nafta
Trump anuncia que começará a renegociar o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) com os presidentes de Canadá e México, com os quais deve se reunir em breve. O encontro com seu colega mexicano, Enrique Peña Nieto, previsto para 31 de janeiro, no entanto, foi cancelado após polêmica sobe o pagamento do muro que Trump deve construir entre os dois países.

– Segunda-feira, 23: retirada do TPP e corte de recursos públicos para ONGs pró-aborto
Donald Trump firma o decreto de saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífica (TPP, na sigla em inglês), uma das prioridades do governo Obama. O TPP foi firmado em 2015 por 12 países do Pacífico, que representam 40% da economia mundial, como contrapeso à crescente influência da China: Estados Unidos, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã.

O texto vai além de uma simples suspensão das barreiras aduaneiras. Ainda não estava em vigor, já que não foi ratificado pelo Congresso americano. Trump também firmou decreto que proíbe o financiamento com fundos federais de ONGs estrangeiras que apoiam o aborto.

A decisão foi tomada um dia depois do 44º aniversário da emblemática decisão da Suprema Corte “Roe vs Wade”, que legalizou o aborto nos Estados Unidos, e dois dias depois que milhões de pessoas se manifestaram em defesa dos direitos das mulheres.

Por último, assina decreto para congelar as contratações de funcionários em nível federal – a medida não se aplica ao pessoal militar – após sua promessa de campanha de reduzir a quantidade e mudar o status dos funcionários públicos.

Vários departamentos (ministérios) e agências federais publicam circulares que impõem aos funcionários um fechamento de seus canais de comunicação. No caso da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), proíbe-se qualquer comunicação ao público, à imprensa e nas redes sociais.

– Terça-feira, 24: retomada de polêmicos oleodutos
Donald Trump revive o projeto do gigantesco oleoduto Keystone XL entre Canadá e Estados Unidos. Sua construção havia sido bloqueada por Obama por motivos ambientais.

Com 1,9 mil km de extensão – 1,4 mil deles nos Estados Unidos -, o oleoduto Keystone XL busca transportar o petróleo canadense procedente das areias betuminosas da região de Alberta (oeste) até Nebraska (centro dos EUA), de onde poderia chegar às refinarias americanas do Golfo do México.

A conclusão desse projeto está condicionada a uma renegociação com a empresa canadense TransCanada, de acordo com o presidente.

Outro decreto firmado nesse dia permite a construção de outro oleoduto, por parte da companhia Energy Transfer Partners, na Dakota do Norte, cujo traçado havia sido rejeitado em novembro após uma intensa mobilização dos ameríndios e dos ambientalistas.

– Quarta-feira, 25: início do muro com o México
O presidente americano firma o decreto para pôr em marcha uma de suas mais polêmicas promessas de campanha: a construção de um muro anti-imigração na fronteira entre Estados Unidos e México.

O decreto se refere, em geral, ao reforço do controle fronteiriço e, segundo o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, inclui recursos para a criação de mais instalações de detenção de imigrantes na zona de fronteira.

A medida também veta a soltura de imigrantes ilegais detidos e mantém a prioridade de deportação para imigrantes com antecedentes criminais.

-Sexta-feira, 27:  proibição a refugiados muçulmanos
A medida representa o cumprimento parcial da proposta feita por Trump durante a campanha de barrar de maneira temporária o ingresso de muçulmanos nos EUA.

Ao anunciar a decisão, o presidente disse que o objetivo é impedir a entrada de “terroristas estrangeiros”, sem fazer distinção de pessoas que representam potencial ameaça das que fogem de perseguição ou da violência de conflitos armados.

US President Donald Trump signs an executive order alongside US Defense Secretary James Mattis and US Vice President Muike Pence on January 27, 2016 at the Pentagon in Washington, DC. Trump signed an order Friday to begin what he called a

Trump no Pentágono. Foto: Mandel Ngan/AFP

– Em breve: um novo juiz na Suprema Corte
Trump anunciou no Twitter que nomeará em breve seu candidato ao posto vacante na Suprema Corte desde fevereiro de 2016, após a morte em 2016 do juiz Antonin Scalia.

Ele também estaria preparando um decreto que permitiria a reabertura das polêmicas prisões secretas da CIA no exterior, fechadas por Obama, revelou o jornal The New York Times. / AFP

Mais conteúdo sobre:

Donald TrumpEUACasa Branca