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As relações entre o Vaticano e o Irã

Redação Internacional

26 Janeiro 2016 | 06h00

As relações mais antigas entre o Irã e a Santa Sé datam do século XVII, quando o xá da Pérsia Abbas I enviou representantes diplomáticos aos Estados Papais. Na era moderna, no entanto, os dois países tem relações formais desde 1954, quando o papa Pio XII recebeu a embaixada iraniana no Vaticano e abriu a nunciatura em Teerã.

Ao longo da segunda metade do século XX, as relações foram mantidas nos pontificados de João XXIII, Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II. Elas também não se alteraram com a Revolução Islâmica de 1979, que estabeleceu a república dos aiatolás xiitas no Irã.

No auge da crise dos reféns na embaixada americana, João Paulo II enviou representantes para tentar solucionar a crise.

O pontífice polonês foi o primeiro papa a receber a visita de um líder da república islâmica em 1999, quando se encontrou com o reformista Mohamed Khatami no Vaticano.

Em 2008, o presidente Mahmoud Ahmadinejad recebeu em Teerã o núncio apostólico Jean-Paul Gobel. Na ocasião, o líder iraniano elogiou o Vaticano como “uma força positiva pela justiça e a paz”.

Dois anos mais tarde, Ahmadinejad escreveu uma carta para o papa Bento XVI com um pedido para cooperação contra o secularismo e o materialismo. O papa alemão respondeu ao líder iraniano pedindo medidas para proteger a comunidade católica no país xiita.

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