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ASSISTA: Assange entrevista Moncef Marzouki, ex-exilado e atual presidente da Tunísia

Redação Internacional

17 de outubro de 2012 | 18h00

A revolução na Tunísia em 2011 marcou o início da Primavera Árabe, inspirando a população de outos países do Oriente Médio que até hoje – como se vê na Síria – seguem saindo às ruas contra governos autoritários. Após meses de protestos, a revolução tunisiana derrubou o ditador Zine El-Abidine Ben Ali, abrindo espaço para as primeiras eleições democráticas no país em 23 anos. Mas, passada a euforia, fica o desafio: como conduzir um governo realmente capaz de mudar a vida da população tunisiana? O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, entrevista no terceiro episódio da série “O mundo amanhã” o presidente da Tunísia, o ex-exilado Moncef Marzouki.

“Você ficou surpreso com a falta de poder ao se tornar presidente?”, pergunta Assange a Marzouki. “Estou descobrindo que o fato de ser chefe de Estado não significa que você tenha todo o poder”, responde o líder tunisiano. Marzouki é médico e opositor de longa data do ditador  Ben Ali, o que o levou à prisão várias vezes na década de 1990. Ele fundou o Comitê Nacional em Defesa dos Prisioneiros de Consciência e foi presidente da Comissão Árabe de Direitos Humanos. Em 2002, exilou-se na França onde fundou, ao lado de outros tunisianos na mesma situação, o partido político Congresso pela República.

Desde 2001 ele vem dizendo que pressões externas e revoltas armadas não derrubariam Ben Ali, mas sim um movimento popular que empregasse os métodos da resistência civil. Em janeiro de 2011 a Tunísia mostrou que ele estava certo. Depois da queda de Ben Ali, Marzouki voltou do exílio para anunciar sua candidatura e foi eleito presidente interino pela nova Assembleia Constituinte da Tunísia, em outubro de 2011.

Radar Global publica semanalmente os episódios da série “O mundo amanhã”, sempre às quartas-feiras. A Agência Pública é responsável pela adaptação para o Brasil da série, realizada pelo WikiLeaks em parceria com o canal russo RT. Os episódios serão exibidos semanalmente com legendas em português. A grande pergunta a Marzouki, nas palavras de Assange, é: “Marzouki, ativista pelos direitos humanos, deve agora liderar o Estado que o aprisionou. Poderá ele transformar o Estado?” Assista a seguir.

 

Na próxima semana, o blog publica o quarto episódio da série. Ainda na temática da Primavera Árabe, Assange entrevista Nabeel Raja, ativista barenita e crítico do governo local, e Alaa Abd El-Fattah, ativista e blogueiro egípcio. Assista aos programas anteriores: Assange entrevista Slavoj Zizek e David Horowitz e Hezbollah propôs à oposição síria negociar com Assad, diz líder.

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