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Benghazi vive clima de euforia, relata repórter do ‘Estado’ que acaba de chegar à Líbia

Rodrigo Martins

27 de fevereiro de 2011 | 19h14

O jornalista de O Estado de S. Paulo Lourival Sant’Anna atravessou o deserto egípcio num Corolla e chegou neste domingo na Líbia. Está em Benghazi e encontrou um clima de euforia. E conta tudo em seu Twitter, onde documenta a viagem e traz notícias em primeira mão. Eis a primeira impressão dele:

Segunda maior cidade da Líbia, com 1 milhão de habitantes (Trípoli tem 2 milhões e o país todo, 6 milhões, dos quais 2 milhões de estrangeiros), Benghazi vive clima de euforia. A “Tahrir Square” dos líbios é a Praça dos Mártires, entre a Corte de Justiça e a praia do Mediterrâneo. Cerca de 2 mil pessoas exigem a saída de Kadafi. Carros passam buzinando.

O símbolo desta “revolução” é a bandeira vermelha, preta e verde, com um crescente e uma estrela brancos na faixa preta. É a bandeira da independência de 1951, que Kadafi trocou por sua bandeira verde condenando-a a antiga por ser da monarquia. Os cartazes chamam Kadafi de cachorro e de sionista – as duas maiores ofensas no mundo árabe.

O humor de Hussein Zaery, de 27 anos, que participou do assalto ao quartel-general das forças especiais de Kadafi em Benghazi, oscila. Ele canta um hino de desafio ao ditador, com o dedo em V: “Que venham os túmulos, que venham os aviões de guerra. Não temos medo.” Em seguida chora, contando que 500 jovens morreram na batalha de 4 dias e 4 noites.

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