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Bombeiros que retrataram Maduro como burro em vídeo podem pegar 20 anos de prisão

Juiz ordena prisão de dois socorristas para que sejam julgados por acusações de violação de uma lei contra o incentivo ao ódio aprovada no ano passado

Redação Internacional

17 Setembro 2018 | 14h49

CARACAS – Dois bombeiros venezuelanos que fizeram um vídeo viral que retrata o presidente Nicolás Maduro como um burro e foram detidos na semana passada tiveram prisão preventiva decretada no domingo e serão julgados por incitação ao ódio. Eles podem passar até 20 anos na prisão se forem condenados, disseram grupos de direitos humanos.

Ricardo Prieto, de 41 anos, e Carlos Varón, de 45, foram detidos por autoridades de contrainteligência militar na quarta-feira no quartel em que trabalhavam no oeste do Estado de Mérida, de acordo com o observatório de direitos humanos da Universidade dos Andes de Mérida, que está acompanhando o caso.

A dupla compareceu no domingo diante do juiz Carlos Márquez, que ordenou que fossem presos para serem julgados por acusações de violação de uma lei contra o incentivo ao ódio que foi aprovada no ano passado, disseram o observatório e o grupo de direitos humanos Fórum Penal.

“Os bombeiros foram indiciados com uma acusação agravada de incitação ao ódio. Essa acusação agravada implica… 20 anos de prisão”, disse o advogado Ivan Toro, do observatório, que acompanhou a audiência.

Opositores de Maduro, líder de esquerda que o culpam pelo colapso econômico da Venezuela, o vêm chamando há tempos de “Maburro”.

Seu governo não respondeu a um pedido de comentário sobre o caso. A agência Reuters não conseguiu contatar Prieto e Varón nem seus advogados de imediato. / REUTERS

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