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Botox vira arma para terrorismo

Robson Morelli

31 de janeiro de 2010 | 11h20

Funcionários por todo Leste Europeu, Oriente Médio e Ásia estão em alerta procurando por fábricas que estão  produzindo ilegalmente a toxina botulínica, ingrediente principal do Botox, um veneno altamente letal que poderia vir a ser usado por terroristas nos Estados Unidos.

No início de 2006, uma misteriosa marca de cosméticos chamada Rakhman começou a vender nos salões de São Petersburgo, na Rússia, uma droga contra o envelhecimento por um baixo custo. O “botox” Rakhman era um potente clone da substância verdadeira, mas os investigadores tinham uma outra preocupação: uma fábrica ilegal na Chechênia que vendia a toxina botulínica pura. Uma gota microscópica da substância, menor do que um grão de areia, pode matar um adulto de 70 quilos.

Nenhuma fábrica chechena foi encontrada, e a busca continua pelo Leste Europeu, Oriente Médio e Ásia. Funcionários do governo dos EUA e especialistas em segurança dizem que outros laboratórios fabricam a droga para o mercado ilegal.

A Al-Qaeda já procurou pela toxina. O Hezbollah e outros grupos já revenderam a droga para arrecadar dinheiro. Com o crescimento do mercado negro do Botox falsificado, especialistas em terrorismo veem uma brecha para o pior.

No ano passado, pesquisadores prepararam um teste para saber se militantes conseguiriam explorar o mercado de Botox falsificado para conseguir uma quantidade suficiente da substância para preparar um atentado. A investigação apontou que um biólogo com diploma de mestrado e US$ 2 mil eram suficientes para produzir um grama da toxina pura, equivalente ao peso de um clipe de papel, mas suficiente para matar milhares de pessoas.

A quantidade de veneno prescrito numa dose aplicada para tratamento estético é tão pequena que um terrorista precisaria de centenas de frascos – cada um a US$ 400 – para matar uma única pessoa, afirmam especialistas em bioterrorismo. A substância pura, porém, é tão letal que pelo menos três países – EUA, a então União Soviética e o Iraque – exploraram o possível uso da toxina como arma química ou biológica. Eles desistiram da ideia, pois a toxina  degrada rapidamente no calor, impossibilitando o seu uso num míssil ou numa bomba. (The Washington Post)

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