As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Os candidatos mais cotados para receber o Nobel da Paz

Entre as principais apostas estão Malala Yousafzai, papa Francisco e Denis Mukwege

Redação Internacional

09 de outubro de 2014 | 17h56

LONDRES – O vencedor do prêmio Nobel da paz deste ano será anunciado nesta sexta-feira. Em um ano dominado por conflitos internacionais e uso de força militar, o número de indicações ao prêmio foi recorde: 278.

O processo de seleção dos nomes é sigiloso, mas o Instituto de Pesquisa da Paz de Oslo, que monitora o comitê do Nobel, publicou uma lista com alguns dos indicados. Veja abaixo:

1. Papa Francisco:
Pode se tornar o primeiro pontífice da história do prêmio. Com 77 anos, Francisco foi indicado pelo Congresso da Argentina como sendo “decisivo para manter a paz internacional por meio de sua posição sobre o conflito na Síria”. O papa traz ganhou destaque pela postura humilde e de atenção aos mais pobres.

2. Edward Snowden:
As revelações do ex-funcionário da NSA levaram a um amplo debate mundial sobre espionagem e liberdades. “Nós não necessariamente condenamos ou apoiamos as ações dele, mas o debate e mudanças políticas após suas revelações contribuíram para uma ordem mundial mais estável e pacífica”, explicaram os políticos noruegueses Bård Vegar Solhjell e Snorre Valen sobre a indicação de Snowden.

3. Malala Yousafzai:
Muito cotada para receber o prêmio de 2013, a menina paquistanesa atacada pelo Taleban, é mais uma vez considerada a favorita. Malala foi baleada pelo Taleban por lutar pelo direito de meninas irem à escola no Paquistão. Ela foi tratada em um hospital britânico e atualmente vive na Inglaterra, onde continua a luta pelo direito feminino aos estudos.
Se vencer o Nobel da paz, Malala será a pessoa mais jovem a receber o prêmio.

4. Organização de japoneses que conservam o Artigo 9:
Essa pode ser considerada mais uma indicação incomum ao prêmio. O artigo 9 se refere a uma cláusula da constituição japonesa, elaborada após a Segunda Guerra Mundial, que afirma que o Japão sempre renunciará à guerra e à ameaça ou ao uso de força como forma de resolver disputas internacionais.
Uma reinterpretação da cláusula feita pelo governo japonês despertou a reação de grupos, que argumentam que o artigo é o motivo pelo qual o país não tenha se envolvido em guerras nos últimos 70 anos.

5. Novaya Gazeta:
O jornal russo, conhecido pelo trabalho investigativo e por adotar uma postura crítica ao Kremlin, pode se tornar a primeira organização de mídia a ganhar o prêmio. Mikhail Gorbachev ajudou a criar o jornal com o dinheiro que ganhou ao vencer o Nobel da paz. A razão da indicação foi a preocupação com o conflito na Ucrânia. O comitê de indicação já procurava por uma organização de mídia que pudesse ressaltar o papel da liberdade de expressão.

6. Denis Mukwege:
O ginecologista congolês de 59 anos foi pioneiro no tratamento de milhares de vítimas de violência sexual. Além do tratamento médico, a clínica de Mukwegeoferece ajuda psicológica e sócio-econômica.
Acabar com a violência sexual tem sido um tópico muito defendido neste ano. A Grã-Bretanha realizou um encontro internacional sobre o assunto. / NYT

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: