Carlos, o Chacal, quer proteger sua imagem
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Carlos, o Chacal, quer proteger sua imagem

Angela Perez

27 de janeiro de 2010 | 18h13

 

Carlos, o Chacal, preso na França, em foto de 2000. Foto: AP

Carlos, o Chacal, preso na França, em foto de 2000. Foto: AP

Muito antes de Osama bin Laden, Ilich Ramírez Sánchez, conhecido como Carlos, o Chacal, foi o mais famoso terrorista em sua época. Ele liderou a espetacular tomada de reféns de 11 ministros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), durante uma reunião em Viena em 1975, e alimentou sua fama com sangrentos ataques no final dos anos 70 e início dos 80.

Ramírez, descrito pelo novelista Robert Ludlum como “o homem mais perigoso de todos os tempos”, foi alvo de numerosos livros e filmes nas últimas décadas – nenhum deles lisonjeador. Agora, aparentemente determinado a controlar sua imagem de sua cela em uma prisão de Paris, ele processou uma produtora francesa que está gravando um documentário sobre sua vida, exigindo o direito de revisar o material.

Isabelle Coutant-Peyre, a advogada e mulher de Ramírez, disse que ele quer que a produtora Film in Stock lhe entregue uma cópia do documentário e lhe dê três meses para fazer a revisão e impor as mudanças. Ela disse que as declarações dos produtores indicam que eles pretendem retratar Ramírez como o instigador de ataques terroristas pelos quais ele não foi condenado, violando seu direito de presunção de inocência.

O advogado da produtora do filme, Richard Malka, afirma que a obra ainda não foi concluída e a atitude de Ramírez é uma “afronta alucinante ao direito à criação artística e à liberdade de expressão”.

Carlos, o Chacal, de 60 anos, foi capturado em 1994, em Cartum, capital do Sudão, quando se recuperava de uma cirurgia plástica, e condenado à prisão perpétua pela Justiça francesa pelo assassinato de dois policiais e um informante na capital francesa em 1975.

Nascido em Caracas, filho de um advogado simpatizante do comunismo, Ramírez juntou-se à Frente Popular de Libertação da Palestina no início dos anos 70 e cometeu vários ataques em nome do causa palestina.

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