Chavismo e antichavismo: crônicas de uma sociedade dividida
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Chavismo e antichavismo: crônicas de uma sociedade dividida

Roberto Lameirinhas

24 de janeiro de 2010 | 06h10

HUGOCHAVEZ

Foto: Fernando Llano/AP

Histórias sobre a divisão que o chavismo causa entre opositores e seguidores do presidente venezuelano, Hugo Chávez, já se acumulam desde 1999, quando o líder bolivariano chegou ao poder.

Os dois lados mantêm posições irreconciliáveis no que diz respeito ao papel do Estado, aos limites da liberdade de expressão e à centralização administrativa. Não falta caraquenho para contar histórias de famílias separadas, divórcios ou fim de amizades por causa da posição sobre Chávez.

Durante a campanha para as eleições de 2006, a VTV, emissora chavista exibiu uma novela sobre o tema: “Maria do Barrio Adentro”. Barrio Adentro, no caso, era o nome de um dos programas sociais chavistas – populistas, diz a oposição. A novela girava em torno de um romance entre dois jovens, um chavista e uma não-chavista. Para muitos analistas, a novela, de grande audiência, retratava bem a fratura social do país.

Ontem, chavistas e “esquálidos” – como os partidários de Chávez se referem aos opositores – fizeram manifestações com milhares de pessoas em Caracas. Havia uma certa tensão no ar e o temor de que membros dos dois grupos se enfrentassem.

Grupos rivais se cruzaram várias vezes nas ruas, no metrô e nos ônibus. Mas, apesar das divergências, a tolerância prevaleceu e nenhum incidente grave foi registrado.

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