Redação Internacional
14 de setembro de 2018 | 16h17
CARACAS – Um bombeiro venezuelano foi detido após comparar o presidente Nicolás Maduro com um burro que ele filmou enquanto o animal passava por um edifício do Corpo de Bombeiros do Estado de Mérida (oeste), denunciou a ONG Fórum Penal nesta sexta-feira, 14.
Dos bomberos adscritos a la gobernación del estado Mérida fueron detenidos por su presunta participación en la publicación del video que acompaña este tuit. El gobernador de la entidad @RamonGuevaraMRD pidió respeto a los DDHH de ambos funcionarios y debido proceso en el caso pic.twitter.com/VZfQAHR1MS
— Isnardo Bravo (@isnardobravo) 14 de setembro de 2018
“Ricardo Prieto foi detido ontem pelo DGCIM (contrainteligência militar). Aparentemente o motivo da prisão foi um vídeo postado nas redes onde aparece um burro, a quem chama de ‘presidente Maduro'”, assinalou no Twitter Alfredo Romero, diretor da ONG.
Na gravação, é possível ver um oficial em uniforme de bombeiro levando um burro para dentro do quartel.
O homem que filma, supostamente Prieto, chama o animal de “presidente Maduro” e brinca dizendo que o chefe de Estado está fazendo uma inspeção no local.

No vídeo, o burro para e começa a comer grama e o homem diz, rindo: “Como podem ver, ele próprio está verificando as condições da grama (…), é a única boa que temos aqui”.
Após um breve passeio, o homem debocha da passividade do animal: “Devemos estar pedindo muito a ele”, diz.
Maduro, que enfrenta uma grande rejeição popular pela crise econômica, costuma fazer piada em seus atos públicos afirmando que seus adversários o chamam de “Maburro”.
Além da ONG Fórum Penal, o governador do Estado de Mérida, Ramón Guevara, e a organização Espacio Público, que denunciou a prisão de um segundo bombeiro envolvido no episódio, pediram a imediata liberação do oficial, preso sem ordem judicial. / Com AFP
Exigimos la inmediata liberación de Baron y Prieto, civiles bajo jurisdicción militar, detenidos sin orden judicial, y bajo una presunta acusación que no constituye delito. #14Sep
— Espacio Público (@espaciopublico) 14 de setembro de 2018