Chefes de Estado que foram destituídos ou obrigados a renunciar
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Chefes de Estado que foram destituídos ou obrigados a renunciar

Park Geun-hye entrou para a história ao se tornar a primeira líder sul-coreana eleita democraticamente a ser afastada do cargo; veja outros casos

Redação Internacional

10 de março de 2017 | 16h01

A sul-coreana Park Geun-hye entrou nesta sexta-feira, 10, para a longa lista de chefes de Estado que foram afastados do poder após enfrentarem um processo de destituição. A Corte Constitucional do país aprovou a saída da mandatária por unanimidade por envolvimento em um escândalo de tráfico de influência.

Veja abaixo outros líderes afastados.

Presidente sul-coreana, Park Geun-hye, teve o impeachment confirmado (REUTERS/Damir Sagolj)

Presidente sul-coreana, Park Geun-hye, teve o impeachment confirmado (REUTERS/Damir Sagolj)

Destituídos pelo Congresso:

Brasil

A presidente Dilma Rousseff, eleita democraticamente em 2010, foi destituída no dia 31 de agosto de 2016 por mais de dois terços dos senadores, acusada de maquiar as contas públicas após um controvertido processo.

Venezuela

O presidente Carlos Andrés Pérez, acusado de desvio de dinheiro e enriquecimento ilícito, foi cassado em maio de 1993. Sua destituição foi confirmada pelo Congresso em 31 de agosto do ano seguinte.

Equador

Abdalá Bucaram, acusado de desvio de recursos públicos, foi destituído no dia 6 de fevereiro de 1997 por “incapacidade física e mental”, seis meses depois de sua posse. Em abril de 2005, em meio a uma revolta popular, o presidente Lucio Gutiérrez, acusado de colocar aliados na Suprema Corte de Justiça, também foi destituído pelo Parlamento.

Peru

Alberto Fujimori foi destituído em 21 de novembro de 2000 “por incapacidade moral permanente”, antes de partir para o Japão, onde permaneceu por vários anos. Extraditado do Chile em 2007, foi condenado a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade.

Paraguai

Fernando Lugo foi destituído no dia 22 de junho de 2012 “por mau desempenho de suas funções” em um julgamento político no Senado.

Indonésia

Abdurrahman Wahid, acusado de incompetência e corrupção, foi destituído no dia 23 de julho de 2001 pelo Parlamento.

Lituânia

Rolandas Paksas foi destituído no dia 6 de abril de 2004 por “violação grave da Constituição e faltar ao juramento constitucional”. Foi acusado de conceder a nacionalidade lituana a um empresário de origem russa, que era seu principal apoiador financeiro.

Obrigados a renunciar:

Brasil

Fernando Collor de Mello, acusado de corrupção, renunciou em 29 de dezembro de 1992, mas não impediu que o Senado votasse sua destituição no dia seguinte.

Guatemala

Otto Pérez, acusado de comandar um sistema de corrupção na administração alfandegária, viu-se privado de sua imunidade pelo Parlamento no dia 1º de setembro de 2015. Diante do risco de ser destituído, renunciou ao cargo dois dias depois e foi posto em prisão preventiva.

Israel

Na sequência de um caso de evasão fiscal e corrupção, o presidente Ezer Weizman demitiu-se em julho de 2000. Preferiu deixar o cargo antes de enfrentar um processo de impeachment. Em junho de 2007, o presidente Moshe Katzav, que caiu em desgraça por envolvimento em um escândalo sexual, também renunciou, ante compromisso com a Justiça para evitar a prisão. Acabou sendo condenado e preso em 2011.

Alemanha

O presidente Christian Wulff se viu forçado a renunciar em fevereiro de 2012 após a perda de sua imunidade. Acusado de corrupção, acabou sendo declarado inocente.

/ AFP

Veja abaixo: Coreia do Sul confirma destituição da presidente

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