Cientistas japoneses projetam robô de resgate que sente o cheiro humano
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Cientistas japoneses projetam robô de resgate que sente o cheiro humano

O aparelho que será desenvolvido em setembro usará habilidades do mosquito e poderá detectar pessoas embaixo de escombros

Redação Internacional

20 de agosto de 2015 | 09h32

TÓQUIO – Cientistas japoneses projetaram um robô de resgate capaz de detectar o cheiro humano em áreas de desastre onde pode haver pessoas presas sob escombros, terra ou areia.

Os pesquisadores usarão a habilidade dos mosquitos de distinguir o leve cheiro da sudoração de animais e humanos para criar um pequeno sensor que instalarão em um drone ou um dispositivo similar.

Foto: Reprodução/Universidade de Tóquio

Foto: Reprodução/Universidade de Tóquio

A equipe começará a desenvolver o aparelho em setembro com a intenção de que seu uso prático comece em 2020, informou a edição digital do jornal Yomiuri. O grupo é formado por cientistas da Universidade de Tóquio, a Academia de Ciência e Tecnologia de Kanagawa e a companhia química Sumitomo Chemical.

Os mosquitos possuem em suas antenas uma série de proteínas especiais denominadas receptores de cheiro que respondem com uma alta sensibilidade ao cheiro do suor das pessoas presente no ar quando estão procurando uma presa.

Os pesquisadores utilizarão genes de mosquito para sintetizar artificialmente essas proteínas e incorporá-las em um dispositivo elétrico. O sensor será calibrado para responder se há pelo menos uma parte por milhão (0,0001%) desse cheiro de suor no ar.

Nas operações de busca e resgate é frequente utilizar cachorros para encontrar pessoas desaparecidas. No entanto, os cães só podem trabalhar um tempo limitado e, já que necessitam de instruções, os trabalhos podem ser dificultados em situações de alto risco.

“O mecanismo dos insetos para distinguir cheiros é mais simples que o dos mamíferos e, portanto, mais fácil de conduzir. É adequado para um sensor de pequeno tamanho”, disse Shoji Takeuchi, professor da Universidade de Tóquio e líder do grupo de pesquisadores, em umas declarações ao Yomiuri. /EFE

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