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Com crise política na Espanha, manifestantes pedem renúncia de Rajoy

Redação Internacional

16 de julho de 2013 | 16h28

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, está envolvido em um escândalo político que envolve alegadas doações ilegais feitas por magnatas da construção, supostamente distribuídas como pagamentos em dinheiro aos líderes partidários do Partido Popular (PP) – do qual faz parte – em troca de contratos.

Na segunda-feira 15, o premiê rejeitou os apelos por sua renúncia e disse que não iria ceder a “chantagem”. Enfrentando crescente pressão dentro do PP sobre o tratamento que dá ao caso, Rajoy afirmou que iria continuar a aplicar seu programa político até 2015 e não planejava convocar eleições antecipadas.

No centro do caso está o ex-tesoureiro do partido Luis Bárcenas, de 55 anos, que foi preso em junho acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e outros crimes. Em depoimento ao juiz Pablo Ruz, Bárcenas confirmou a existência de um caixa dois no PP e disse ter pago 90 mil euros em dinheiro a Rajoy e à secretária-geral do partido, Maria Dolores Cospedal, entre 2009 e 2010 – alegação negada pelo premiê.

A maioria dos valores registrados na contabilidade do partido violam a lei de financiamento de partidos políticos da Espanha porque superam o valor máximo fixado para uma mesma pessoa física ou jurídica ou porque eram oferecidos por pessoas ou empresas proibidas de fornecer recursos a partidos.

O escândalo causa protestos e manifestantes pedem a renúncia de Rajoy. Veja imagens:

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