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Como estão os países da Primavera Árabe

Redação Internacional

28 de janeiro de 2015 | 06h00

Líbia
Desde a queda e morte, em 2011, do ditador Muamar Kadafi, a Líbia tem se dividido entre milícias rivais e tribos que disputam o poder. A transição pós-Kadafi não funcionou e há dois governos e Parlamentos rivais, cada um apoiado por milícias diferentes, governando as regiões leste e oeste do país

Iêmen
Peça-chave na estratégia americana da luta contra a Al-Qaeda, o Iêmen voltou a ter dias de tormenta política após o grupo rebelde xiita dos houthis forçar a renúncia do presidente, Abdo Rabbo Mansour Hadi, e do primeiro-ministro, Khaled Baha. Na revolta de 2011, foi destituído o presidente Ali Abdullah Saleh

Egito
A revolta popular também derrubou Hosni Mubarak em 2011 e, desde então, o Egito já teve três presidentes. Eleitos em 2012, Mohamed Morsi e a Irmandade Muçulmana não tiveram habilidade política para se manter no poder. Ele foi deposto pelos militares e o Egito é governado hoje pelo general Abdel-Fattah al-Sisi

Arábia Saudita
Monarcas sauditas ficaram apreensivos quando eclodiu a Primavera Árabe. Mas, diferentemente de outros países da região, a monarquia permaneceu com poder e influência sem rivais. Após a morte do rei Abdullah, na semana passada, seu sucessor, rei Salman, prometeu dar continuidade às suas políticas

Síria
Com demandas iniciais por mudanças democráticas, a revolta popular na Síria foi duramente reprimida. Em poucos meses, converteu-se em uma guerra civil que, segundo a ONU, já deixou mais de 200 mil mortos. O regime de Bashar Assad continua no poder e o país enfrenta agora o avanço do Estado Islâmico

Tunísia
País onde tudo começou, a Tunísia é elogiada por concluir seu processo de transição democrática. Depois de destituir o autocrata Zine el-Abidine Ben Ali, em 2011, a Tunísia elegeu para presidente, em dezembro, Beji Caid Essebsi, do partido laico Nidaa Tounes. Foi a primeira eleição sob a nova Constituição do país

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