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Conheça os detalhes do caso do espião russo Litvinenko

Em novembro de 2006, Litvinenko foi envenenado com a substância radioativa polônio 210; relembre os principais momentos do caso

Redação Internacional

21 Janeiro 2016 | 11h15

Nesta quinta-feira, 21, o juiz britânico Robert Owen concluiu que possivelmente o presidente russo, Vladimir Putin, assinou a ordem de morte do ex-espião Alexander Litvinenko, envenenado com a substância radioativa polônio 210 em novembro de 2006.

Estas são as datas mais importantes do caso:

2006
– 1º de novembro: Alexander Litvinenko se reúne no Hotel Millennium de Londres com os russos Andrei Lugovoi, um ex-agente do KGB que virou empresário, e Dmitri Kovtun. Mais tarde, se reúne em outro bar com o italiano Mario Scaramella, que deu a ele um documento sobre o assassinato da jornalista russa de oposição Anna Politkovskaya. Na mesma noite, ele começa a passar mal.

– 20 de novembro: Litvinenko entra em cuidados intensivos. Uma foto o mostra sem expressão no olhar e sem cabelos. A investigação é iniciada pelo Departamento Antiterrorista da política britânica Scotland Yard.

– 23 de novembro: Litvinenko morre. No dia seguinte, em uma carta póstuma, acusa o presidente russo Vladimir Putin de ser responsável por sua morte. Putin nega as acusações denunciando uma “provocação política”. O Departamento de Proteção de Saúde da Grã-Bretanha (HPA) anuncia que Litvinenko foi envenenado com polônio 210, uma substância altamente radioativa.

– 6 de dezembro: A Scotland Yard, que investigou o caso em Moscou, classifica de assassinato a morte de Litvinenko, enterrado no dia seguinte em Londres, em um caixão de chumbo para evitar vazamento radioativo.

2007
– 22 de maio: o promotor britânico indicia Lugovoi pelo assassinato de Litvinenko e exige sua extradição. A Rússia nega o pedido.

– 16 de julho: Londres anuncia a expulsão de quatro diplomatas russos.

– 19 julho: Moscou responde com a expulsão de quatro diplomatas britânicos, a interrupção da cooperação na luta contra o terrorismo, e a suspensão de novos vistos a funcionários britânicos.

2014

– janeiro: a viúva de Litvinenko, Marina, apresenta um pedido ao Superior Tribunal de Londres para obrigar o governo a abrir uma investigação pública

– 22 de julho: em um contexto de tensão com a Rússia por sua intervenção na Ucrânia, a ministra do Interior, Theresa May, anuncia que a investigação será realizada.

2016
– 21 de janeiro: o juiz Robert Owen publica um documento de 300 páginas com os resultados da investigação, no qual afirma que Putin “provavelmente ordenou”, o assassinato e que os serviços de inteligência russos (FSB, a antiga KGB) estavam por trás do caso. / AFP