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Correspondente do ‘Estado’ em Pequim comenta hoje às 11h transição política no país

Redação Internacional

02 de novembro de 2012 | 09h47

SÃO PAULO – A correspondente do Estado em Pequim, Claudia Trevisan, participa na manhã desta sexta-feira, 2, de um Hangout (ferramenta de bate-papo do Google) para comentar o clima político no país às vésperas do congresso do Partido Comunista, que definirá a partir da próxima semana a mais ampla mudança na cúpula de poder em uma década. O Hangout começa às 11h (horário de Brasília). Acompanhe pelo Radar Global.

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Taxistas na China foram obrigados a tirar manivelas das janelas para evitar panfletagem

Segunda maior economia do mundo, a China enfrenta enormes desafios enquanto o PC define seus novos dirigentes para os próximos 10 anos. Questões como a censura e a falta de liberdade de escolha política no país se contrapõem a cifras como os 400 milhões de chineses que deixaram a pobreza nos últimos anos ou o salto econômico do país, que em 2002 era a 6ª economia do mundo.

Com 82 milhões de integrantes, o PC chinês luta para encontrar legitimidade dentro de uma população de 1,3 bilhão de pessoas.  O Partido se envolveu em uma série de escândalos em 2012, ano que, como escreveu a correspondente do Estado, os líderes chineses gostariam de esquecer. O Congresso, a partir do dia 8, vai reunir 2.270 delegados do Partido e deve durar uma semana.

As autoridades adotaram medidas extremas de segurança para evitar críticas ou manifestações que tumultuem o congresso. Segundo a correspondente, prisão domiciliar foi imposta a vários dissidentes, enquanto outros receberam ordens para deixar Pequim e só voltar à capital depois do encerramento do encontro.

Em uma inovação em relação aos eventos anteriores, os motoristas de táxis foram orientados a circular com portas travadas e janelas fechadas. Para isso, tiveram de remover as manivelas que sobem e descem os vidros para evitar que eventuais opositores do regime joguem nas ruas folhetos com críticas ao partido ou ao governo. Os taxistas também receberam ordens de não trafegar em áreas de “importância política”, a mais óbvia das quais é a Praça Tiananmen, sede do Grande Palácio do Povo, onde o congresso será realizado.

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