A luta por tratamento de Charlie Gard, bebê britânico com doença terminal
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A luta por tratamento de Charlie Gard, bebê britânico com doença terminal

Charlie Gard, de 11 meses, sofre de uma doença rara e incurável; Connie Yates e Chris Gard chegaram a receber apoio do papa Francisco e de Donald Trump, mas não foi suficiente

Redação Internacional

25 Julho 2017 | 08h07

Os pais de Charlie Gard, de 11 meses, lutaram ao longo de vários meses na busca por um tratamento para o filho, que sofre de miopatia mitocondrial, uma doença rara e incurável que provoca perda progressiva da força muscular. Após diversas tentativas, eles decidiram na segunda-feira 24 encerrar a batalha judicial. O advogado da família disse que o tempo da criança “se esgotou”, mas ainda não se sabe quando os aparelhos que a mantêm viva serão desligados.

Relembre a trajetória de Connie Yates e Chris Gard na luta pela vida do filho, segundo informações do jornal The Guardian.

Após diversas tentativas, Connie Yates e Chris Gard decidiram encerrar a batalha judicial pela busca de um tratamento para o filho de 11 meses (Foto: EFE/WILL OLIVER)

Após diversas tentativas, Connie Yates e Chris Gard decidiram encerrar a batalha judicial pela busca de um tratamento para o filho de 11 meses (Foto: EFE/WILL OLIVER)

4 de agosto de 2016

Charlie Gard nasce “perfeitamente saudável”.

Setembro

Ao notarem que Charlie tem mais dificuldade do que os outros bebês para suportar o próprio peso e levantar a cabeça, os médicos descobrem que ele em uma doença rara e o diagnosticam com miopatia mitocondrial.

Outubro

Charlie fica apático, passa a respirar com dificuldade e é transferido para o hospital infantil Great Ormond Street.

Janeiro de 2017

Connie Yates e Chris Gard lançam uma campanha virtual para ajudar a financiar um tratamento nos EUA.

3 de março

Diretores do hospital em que Charlie está internado pedem ao juiz Nicholas Francis, da Divisão de Família do Tribunal Superior de Londres, para que determine que o tratamento deve ser cancelado.

11 de abril

Após analisar o caso, juiz decide que tratamento deve ser paralisado.

3 de maio

Connie Yates e Chris Gard apelam a três juízes para que repensem o caso de Charlie, mas em menos de três semanas o recurso é rejeitado.

8 de junho

Pais de Charlie perdem na Suprema Corte a batalha pelo tratamento do filho.

20 de junho

O caso segue para o tribunal europeu de direitos humanos, mas os juízes também se recusam a intervir. Porta-voz do hospital Great Ormond Street diz que não pode haver pressa para mudar o tratamento de Charlie.

30 de junho

Pais de Charlie dizem que os médicos do hospital Great Ormond Street concordaram em dar mais tempo de vida à criança.

2 de julho

Papa Francisco e o presidente americano, Donald Trump, intervêm no caso.

4 de julho

Bambino Gesu, hospital infantil do Vaticano, se oferece para receber Charlie.

10 de julho

Pais de Charlie voltam aos tribunais e pedem ao juiz que analise novas informações sobre o caso.

17 de julho

Neurologista americano que se ofereceu para tratar Charlie viaja a Londres para examiná-lo e discute a situação com os médicos do hospital Great Ormond Street.

21 de julho

Advogado que representa o hospital diz que novos exames apontam para uma “triste leitura”.

22 de julho

Diretora do Great Ormond Street afirma que médicos e enfermeiras estão sendo ameaçados e hostilizados nas ruas.

24 de julho

Advogado de Connie Yates e Chris Gard diz que eles desistiram da batalha judicial pelo tratamento do filho.