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Cronologia: A disputa pelo poder na Venezuela

Eleição no dia 6 de dezembro deu à oposição venezuelana o controle da Assembleia Nacional, colocando fim aos 17 anos da hegemonia chavista e iniciando uma disputa pelo poder

Redação Internacional

09 Janeiro 2016 | 18h37

6 de dezembro
A oposição venezuelana vence as eleições parlamentares e obtém o controle da Assembleia Nacional, pondo fim aos 17 anos da hegemonia chavista no Poder Legislativo e impondo ao governo a sua segunda derrota nas urnas desde 1999, quando Chávez perdeu um referendo para disputar um terceiro mandato

8 de dezembro
Com respaldo de observadores internacionais como a Unasul, o CNE proclama a vitória da MUD, com 2/3 da maioria do Parlamento, o que lhe daria poderes para destituir ministros e juízes e convocar um referendo revogatório sobre o mandato de Maduro

16 de dezembro
Após a dura derrota nas urnas, o chavismo anuncia que implementará um Parlamento comunal paralelo à Assembleia Nacional, para diminuir a importância do Legislativo comandado pela MUD e atender aos interesses da revolução bolivariana

22 de dezembro
A MUD acusa o chavismo de tentar impugnar a vitória de até 22 de seus candidatos por meio de um recurso no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ)

23 de dezembro
A oposição diz que a denúncia feita no dia interior impediu o chavismo de prosseguir completamente com seus planos

30 de dezembro
O TSJ publica a impugnação da eleição de três deputados da oposição e um do PSUV no Estado do Amazonas, o que os impede de serem diplomados

5 de janeiro
A nova Assembleia Nacional toma posse sob o controle da oposição. Após tumulto, a bancada chavista abandona a sessão, alegando que a MUD desrespeitou o regimento, que proibia discursos no 1º dia da Legislatura

6 de janeiro
A Assembleia controlada pela oposição empossa os deputados da MUD eleitos pelo Estado de Amazonas, apesar da impugnação ditada pelo TSJ. Chavismo ameaça pedir a suspensão do envio de recursos ao Parlamento, por considerar que violou a Constituição e entra com um novo recurso para anular as votações na Casa

7 de janeiro
O novo presidente da Assembleia, Henry Ramos Allup, ordena a retirada das imagens de Hugo Chávez e de Simón Bolívar da sede do Parlamento. As Forças Armadas da Venezuela afirmam que foi um “ultraje” a retirada das imagens. Maduro declara que políticos opositores “alimentam com ódio o espírito nacional” para facilitar “intervenção internacional”.