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Cronologia: do caso Amia ao caso Nisman

Os principais fatos desde que uma bomba explodiu em frente à sede da Associação e matou 85 pessoas

Redação Internacional

20 de fevereiro de 2015 | 18h46

8 de julho de 1994: Bomba explode na porta da Amia deixando 85 mortos e 300 feridos.

27 de julho de 1994: Carlos Telleldín, ligado ao comércio de carros roubados, é preso acusado de ter entregue a caminhonete usada no ataque.

Julho de 1996: Telleldín recebe uma oferta de US$ 400 mil do juiz Galeano em troca de informações. Pouco tempo depois, três policiais de alto escalão e um policial aposentado são acusados de conexão com o caso.

Julho de 1997: O promotor Alberto Nisman passa a fazer parte da investigação do caso.

24 de setembro de 2001: começam as argumentações da defesa e da acusação durante o julgamento do caso Amia.

21 de agosto de 2003: Hade Soleimanpour, ex-embaixador do Irã na Argentina, é preso na Grã-Bretanha e Buenos Aires pede a extradição dele pela suposta ligação com o atentado.

12 de novembro de 2003: Por falta de provas, Grã-Bretanha nega o pedido de extradição.

Setembro de 2004: Tribunal Oral Federal n.º 3 declara nula uma parte do caso Amia e absolve todos os acusados por falta de provas após quase três anos da primeira parte do julgamento.

13 de setembro de 2004: É criada uma promotoria especial para o caso Amia e o responsável designado é Nisman.

19 de setembro de 2006: O juiz federal Ariel Lijo processa o chefe da SIDE (Serviço de Inteligência da Argentina), Hugo Anzorreguy; o ex-juiz Juan Jose Galeano; o ex-presidente da DAIA (Delegação de Associações Israelitas Argentinas) Rubén Beraja e outros por peculato, detenção ilegal, confissões forçadas e falsificação de documentos. Galeano já havia sido afastado do caso.

25 de outubro de 2006: Nisman acusa formalmente o Irã de estar por trás do atentado e o Hezbollah pela execução. Funcionários e ex-funcionários iranianos são mencionados.

7 de novembro de 2007: Interpol emite pedido de captura contra cinco iranianos por pedido da Justiça argentina: o ex-ministro de Segurança Alí Fallhijan; o ex-comandante da Guarda Revolucionária Mohsen Rezai, atual integrante de um conselho que assessora o Líder Supremo Ali Khamenei; o ex-chefe da Guarda Revolucionária e atual ministro da Defesa, Ahamad Vahidi; o ex-funcionário da embaixada iraniana em Buenos Aires Mohsen Rabbani (que esteve na Argentina por 14 anos, até 1998); e o ex-secretário da embaixada Ahmad Reza Ashgari.

27 de maio de 2009: Corte Suprema ordena reabrir a investigação do caso Amia.

Setembro de 2009: Durante Assembleia-Geral da ONU, Cristina Kirchner exige que o Irã extradite os funcionários citados no caso Amia.

1 de outubro de 2009: Juiz federal Ariel Lijo acusa o ex-presidente Carlos Saúl Menem (que estava no poder quando ocorreu o atentado) por acobertamento e outros altos funcionários acusados de irregularidades na investigação, como Galeano.

27 de janeiro de 2013: Governos da Argentina e Irã assinam um documento de entendimento para tentar avançar no caso Amia. Está prevista a criação de uma comissão da verdade formada por cinco juristas internacionais para analisar as investigações.

15 de maio de 2014: Câmara Federal declara inconstitucional o acordo da Argentina com o Irã. Governo anuncia que vai recorrer.

Julho de 2014: Comunidade judaica, no 20.º aniversário do atentado contra a Amia, fazem campanha para exigir a punição dos responsáveis.

14 de janeiro de 2015: Nisman denuncia a presidente Cristina e aliados de decidir plano de acobertar a participação de iranianos no atentado contra a Amia.

18 de janeiro de 2015: Nisman é encontrado morto em seu apartamento.

26 de janeiro de 2015: Cristina dissolve Serviço de Inteligência da Argentina, após acusar espiões do SI de ‘complô contra seu governo e a pátria’ e de estarem por trás da morte de Nisman.

29 de janeiro de 2015: Nisman é enterrado em cemitério judaico na Grande Buenos Aires.

03 de fevereiro de 2015: Nisman envolveu Roger Capella, ex-embaixador venezuelano na Argentina, na denúncia em que acusou a presidente Cristina Kirchner de proteger iranianos indiciados por praticar um atentado, mostra documento.

13 de fevereiro de 2015: Promotor Gerardo Pollicita indicia Cristina Kirchner com base nas denúncias de Nisman.

18 de fevereiro de 2015: Marcha em homenagem a Nisman reúne 400 mil na Argentina.