Cronologia: Os 13 anos de Angela Merkel à frente da Alemanha
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Cronologia: Os 13 anos de Angela Merkel à frente da Alemanha

Relembre os principais momentos da carreira política da líder alemã, que anunciou nesta segunda que não tentará reeleição como presidente da União Democrata-Cristã (CDU) e também não será candidata a chanceler nas eleições previstas para 2021

Redação Internacional

29 Outubro 2018 | 16h21

BERLIM – A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou nesta segunda-feira, 29, que não disputará a reeleição como presidente de seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU) no congresso do partido, em dezembro, e também não será candidata a chanceler nas eleições previstas para 2021.

Eleita em quatro ocasiões chanceler da Alemanha, Merkel – nascida em Hamburgo, em 1954 – é presidente da CDU desde abril de 2000 e comanda o país desde 2005.

Merkel em abril de 2000, quando foi eleita presidente da CDU em congresso do partido na cidade de Essen (REUTERS/Michael Urban)

Merkel em abril de 2000, quando foi eleita presidente da CDU em congresso do partido na cidade de Essen (REUTERS/Michael Urban)

Relembre os principais momentos da trajetória política de Merkel desde 2000:

– 10/4/2000
Eleita presidente da CDU no Congresso do partido na cidade de Essen

– 24/9/2002
Eleita presidente do Grupo Parlamentar da CDU-CSU

– 30/5/2005
Designada candidata da CDU-CSU para a chancelaria alemã

– 18/9/2005
Merkel vence as eleições legislativas por uma estreita margem

– 22/11/2005
Toma posse como chanceler da Republica Federal da Alemanha

– 27/9/2009
A união CDU-CSU obtém 33,8% dos votos, uma redução de 1,4 ponto porcentual em comparação com a eleição de 2005 (35,2%), o pior resultado para a formação desde os anos 50

– 28/10/2009
Merkel é reeleita chanceler da Alemanha

– 22/9/2013
Nas eleições, a União Democrata-Cristã de Merkel e sua sócia, a União Social-Cristã na Baviera (CSU) somam 41,5% dos votos, uma avanço em comparação com a eleição anterior

– 27/9/2013
A coalizão CDU-CSU e o Partido Social-Democrata (SPD) chegam a acordo para formar coalizão de governo depois de mais de um mês de reuniões

– 17/12/2013
Merkel é empossada como chanceler pela terceira vez consecutiva.

– 9/12/2014
É reeleita presidente da CDU com 96,7% dos votos, um pouco abaixo de seu melhor resultado histórico obtido no congresso de Hannover de 2012, quando teve 97,9%

– 7/10/2015
Merkel e o então presidente francês, François Hollande, fazem um chamado para que a Eurocâmara defenda a unidade de Europa frente aos desafios impostos pela crise dos refugiados e pela guerra na Síria

– 24/9/2017
A CDU vence as eleições legislativas com 33% dos votos, o que força um novo período de negociações entre os partidos. A CDU perdeu quase 2,5 milhões de votos. O SPD, que governou ao lado de Merkel em sua primeira legislatura (2005-5009) e na terceira (2013-2017) também obteve seu pior resultado na história (20,5%) e o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) chega ao Parlamento como a terceira força ao ficar com 12,6% dos votos

– 20/11/2017
Depois do fracasso nas negociações com os liberais e os verdes para formar uma coalizão de governo, e com a recusa do SPD de reeditar a grande coalizão, a chanceler manifesta que “seria melhor” realizar novas eleições do que formar um governo de minoria

– 14/3/2018
Merkel é eleita pela quarta vez chanceler da Alemanha
, com apoio de 364 deputados (da CDU, da CSU e do SPD)

– 15/8/2018
Mais da metade dos alemães, 58%, está descontente com o governo de Merkel e apenas um terço, 36%, aprova sua gestão, segundo pesquisa realizada pelo instituto Insa para o diário Bild

– 12/10/2018
O ministro de Interior, Horst Seehofer, ordena que os controles de fronteira com a Áustria sejam mantidos por mais seis meses a partir de 12 de novembro

– 14/10/2018
Nas eleições celebradas na Baviera, a CSU, de Markus Soeder, obtém 37% dos votos, perdendo a maioria absoluta conquistada em 2013. Em segundo lugar fica a coalizão Aliança90-Os Verdes, com 17,5%

– 21/10/2018
O ministro de Interior e presidente da CSU, Horst Seehofer, avalia a possibilidade de se demitir como resposta ao fracasso eleitoral do partido

– 28/10/2018
Nas eleições regionais de Hesse, a CDU obtém 27% dos votos e os social-democratas do SPD ficam com 19,8%. / EFE

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