Cronologia: união entre Escócia e Grã-Bretanha
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Cronologia: união entre Escócia e Grã-Bretanha

Em plebiscito, eleitores decidem sobre independência

Redação Internacional

17 de setembro de 2014 | 17h50

Foto: Carl Court / AFP

(Publicação atualizada em 19/09/2014)

1290: Tratado de Birgham sela pela primeira vez a união de Inglaterra e Escócia, dois países diferentes e autônomos, em um único reino, sob o comando do rei inglês Eduardo I

1292: Rei Eduardo I proclama a Escócia como um país vassalo da Inglaterra após a morte da futura rainha escocesa

1296 – 1328: Primeira guerra de independência da Escócia, comandada pelo herói nacional William Wallace, que vence a Batalha de Stirling em 1297

1314: Rei Eduardo I morre e escoceses, liderados por Robert Bruce, vencem a Batalha de Bannockburn, confirmando a independência da Escócia em relação à Inglaterra

1328: Tratado de Edimburgo-Northampton reconhece a independência escocesa

1333: Eduardo III vence os escoceses na Batalha de Halidon Hill

1603: Coroado após a mãe, Maria, a rainha dos escoceses, renunciar, James VI tentou reconciliar grupos escoceses antes da unificação dos reinos

1638: Segundo filho de James, Charles, se tornou rei em 1625 e desencadeou uma guerra civil na Escócia e depois na Inglaterra

1707: Tratados de União criam a Grã-Bretanha. Para a Inglaterra, o acordo serviu para evitar que novas alianças contrárias aos interesses de Londres fossem assinadas por Edimburgo. Para a Escócia, foi uma forma de superar a crise financeira

1853: Movimento pela recriação do Parlamento escocês e pela devolução de autonomia

1914 – 1918: Primeira Guerra Mundial: Regimentos escoceses fizeram parte da Força Expedicionária Britânica no início da guerra. A força escocesa enviou 35 batalhões durante todo o conflito e perdeu 12 mil homens

1934: É fundado o Partido Nacional Escocês (SNP, na sigla em inglês). Em 1945, começa a reivindicar autonomia industrial e comercial

1967: Nos anos 60, o declínio do imperialismo britânico causa a atual onde independentista. Primeiro deputado do Partido Nacional Escocês é eleito ao Parlamento britânico

1979: Referendo indica a vitória do “sim” pela independência, com 52% dos votos válidos, mas a baixa participação (63,6%) impede o projeto de seguir em frente

1999: Recriação do Parlamento escocês após plebiscito com 74,3% de aprovação. Alex Salmond, líder independentista de centro-esquerda, é eleito primeiro-ministro da Escócia

18 de setembro de 2014: Plebiscito na Escócia define se região continua sendo parte da Grã-Bretanha ou passa a ser independente. Se o “sim” vencer, a Escócia passa a ser independente formalmente em março de 2016. Votação tem participação recorde, com quase 4,3 milhões de eleitores votando

19 de setembro de 2014: Resultado do plebiscito é divulgado e “não” vence. A Escócia decide continuar sendo parte da Grã-Bretanha. Horas depois da divulgação, Salmond anuncia sua renúncia

Eleitores do 'não' comemoram - Foto: Reuters