‘Deep Web’ esconde atividades criminosas e cobra caro por elas, mostra relatório
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‘Deep Web’ esconde atividades criminosas e cobra caro por elas, mostra relatório

Matar um político, por exemplo, pode custar US$ 180 mil; mercadoria mais vendida nesses sites 'escondidos' é a maconha

Redação Internacional

12 de agosto de 2015 | 09h38

A internet profunda, ou “Deep Web”, espaço virtual que foge ao controle da Justiça convencional e seria 400 vezes maior do que a internet que conhecemos, esconde um mundo de atividades criminosas que buscam anonimato, enquanto aumentam as práticas ilícitas.

Foto: AP

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Um relatório da Trend Micro intitulado “Abaixo da superfície: exploração da Deep Web” revelou que o preço cobrado por esses sites secretos para assassinar uma personalidade ou político é de US$ 180 mil.

Além disso, o documento divulgado recentemente mostra que as drogas brandas, especialmente maconha, são a mercadoria mais vendida na Deep Web. Ao todo, 32% dos itens comercializados nas 15 maiores lojas desse espaço da internet têm relação com a cannabis. Em seguida, aparecem produtos como Ritalina e Xanax, mais conhecido como Alprazolam, medicamentos pesados e de venda controlada.

No espaço virtual sem controle também é possível obter a cidadania americana. Sites especializados criam passaportes por US$5.900 (R$20.390). Além disso, também existe a possibilidade de comprar uma conta roubada do eBay ou do PayPal em uma das lojas do submundo online, por US$110.

O analista David Sancho, pesquisador da Trend Micro na área de Deep Web, explicou que nessa área é possível disseminar informação ilegal ou proibida, como terrorismo e atividades da máfia, além de comercializar armas. Mais de 25% das buscas entre a Deep Web e a internet padrão são com fins de exploração infantil e pornografia.

Segundo o relatório, a maior parte das URLs da Deep Web está em russo (41.40%) e inglês (40.74%). Em português, há 1,25% das páginas. /EFE

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