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Depois da guerra, corrupção ameaça Timor

Marcelo de Moraes

23 de fevereiro de 2010 | 07h00

Tomou posse ontem, em Dili, a máxima autoridade timorense para o combate a corrupção, Aderito Soares. Ele terá a missão de investigar os casos de corrupção que envolvam a alta cúpula do governo do Timor Leste.

A designação de Soares é crucial para a reconstrução do Estado mais jovem do mundo, refundado em 2002, quando o atual premiê, Xanana Gusmão, foi eleito presidente, pondo fim a anos de dominação portuguesa (1512 – 1975) e indonésia (1975 – 1999). O processo de descolonização do Timor teve grande participação das Forças Armadas brasileiras, que fizeram parte de uma missão de paz das Nações Unidas, nos moldes semelhantes ao que existe hoje no Haiti. Da mesma forma, a ameaça de corrupção que hoje ronda o Timor também pode ameaçar o processo haitiano, além de outros países que, depois de grandes guerras ou catástrofes, tentam se reerguer com ajuda estrangeira, segundo a ONG Transparência Internacional.

 Parlamentares da oposição acusam o atual premiê timorense de conivência com a corrupção, que teria chegado a níveis incontroláveis depois que um fluxo gigantesco de doações inundou o país, ao longo dos últimos dez anos.

 “Há uma grande expectativa e será um desafio imenso conquistar a confiança pública. Precisamos administrar isso com prudência”, reconheceu Soares.

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