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Diante de escassez de camisinhas, Havana sugere ‘alternativas’

Para enfrentar falta de preservativos, o Programa de Prevenção e Controle das DST/HIV/aids de Cuba recomenda, entre outras coisas, abstinência sexual

Redação Internacional

12 de fevereiro de 2015 | 16h27

HAVANA – Em resposta a um desabastecimento de camisinhas que ocorre na cidade cubana de Pinar del Río desde dezembro, o jornal Granma, órgão oficial do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba fez a seguinte recomendação: “A busca de alternativas, como, por exemplo, limitar o ato sexual aos beijos, às carícias, à masturbação…”.
Intitulado Inconcebível Ausência, o texto publicado na terça-feira também recomenda a abstinência sexual diante da escassez de preservativos na região, mas não consegue desvendar as razões da falta de camisinhas.
“Ninguém sabe explicar com certeza a causa do problema”, afirma o Granma na primeira frase do artigo, escrito em estilo de reportagem. “O certo é que a falta de camisinhas tem castigado há semanas as farmácias da capital de Pinar del Río.”
A recomendação oficial pelas “alternativas” para praticar sexo seguro vem do Programa de Prevenção e Controle das DST/HIV/aids. “Não obstante, (o organismo de saúde) reconhece que no nosso país predomina uma cultura na qual o homem e a mulher têm de ter sexo com penetração para alcançar a satisfação plena”, declarou o Granma.
“De modo que é provável que a abstinência ou o que os especialistas denominam de ‘alternativas’ não resultem em opções viáveis para muitos casais, sobretudo naquelas idades em que ainda não existe total percepção dos riscos inerentes ao sexo sem proteção”, concluiu o texto.

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