As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Direita festeja vitória no Chile

Ricardo Galhardo

19 de janeiro de 2010 | 12h03

Os simpatizantes da direita chilena estão eufóricos com a vitória de Sebastián Pinhera. O Chile não é um país com muito fervor político se comparado aos vizinhos da América Latina, até porque as propostas da esquerda e da direita aqui são muito parecidas. Logo depois da vitória, porém, milhares de pessoas saíram às ruas, com bandeiras e camisetas de Piñera para celebrar até altas horas da madrugada. Uma multidão se amontoou na porta do quartel-general de sua campanha, no Crowne Plaza, no centro de Santiago, na esperança de ver o candidato, que agora chama a um governo de unidade e diz que quer ser o presidente “de todos os chilenos”.

É claro que sempre há os mais radicais. Na “festa da vitória” um grupo chegou a recuperar um antigo refrão de exaltação ao golpe militar. “Chi-chi-chi, le-le-le. Viva Chile y Pinochet”. Ontem, o novo presidente eleito, com um sorriso aberto e um bom humor incomparável, deu entrevista para a imprensa internacional do topo do mundo. Até literalmente. O local escolhido para a coletiva foi o morro Santa Luzia, num dos pontos mais altos do centro de Santiago.

No final do encontro um jornalista do Peru ofereceu um presente para demonstrar a “amizade de seu povo” – um legítimo Pisco peruano. Trata-se de uma bebida que está no centro de uma disputa comercial entre o Chile e o Peru. Lima diz que o seu Pisco é o “legítimo” e que, da mesma forma que acontece com o Champagne francês, o Chile não poderia chamar o seu produto do mesmo nome (denominação de origem). Piñera saiu pela tangente. “Aceito com muita gratidão o presente desde que isso não signifique que o nome Pisco é patrimônio exclusivo do Peru”, disse Piñera.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: