Disputa eleitoral no México já tem favorito e deixa de lado questão do narcotráfico
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Disputa eleitoral no México já tem favorito e deixa de lado questão do narcotráfico

Redação Internacional

15 Maio 2012 | 21h01

Por Paula Carvalho, do estadão.com.br

No último dia 4 de maio, depois de 9 assassinatos durante a madrugada, a cidade de Novo Laredo encontrou pela manhã corpos de 14 pessoas decapitadas em uma das principais avenidas da cidade, que fica na fronteira do México com os Estados Unidos. Pouco depois, em 13 de maio, 49 corpos mutilados foram expostos em uma estrada, também na fronteira, perto da cidade de Monterrey. O cartel Los Zetas, que luta contra os grupos do Golfo e Sinaloa pelo controle do tráfico de drogas na fronteira com os EUA, assumiu a autoria do último ataque.

Desde 2006, quando o presidente Felipe Calderón enviou tropas do exército para combater os cartéis de drogas, já foram 50.000 mortos. Calderón deixará o posto neste ano: ele não pode ser reeleito, e a candidata do seu partido, Josefina Vázquez Mota, tem 23,1% das intenções de voto, enquanto o favorito Enrique Peña Nieto tem 49,6% da preferência da população, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 14. Os mexicanos devem decidir o futuro presidente em eleições no dia 1ºde julho.

A sete semanas das eleições, as pesquisas mostram que o México tende para um político mais preocupado com os crimes do país do que com a situação dos cartéis. Peña Nieto é “anti-conflitos” e planeja governar através de listas de afazeres incluindo hospitais, estradas e escolas. Prefere focar na violência dos sequestros, assaltos e homicídios que atordoam cidadãos comuns do que na disputa das gangues pelas fronteiras.

Todos os candidatos têm feito promessas vagas quanto ao combate ao narcotráfico. “As pessoas querem mudança, e Peña Nieto se posicionou como a pessoa que pode trazê-la”, disse o analista político Sérgio Aguayo ao Washington Post.

Veja também:
O jornal L.A. Times traz um especial em que contabiliza centenas de crimes noticiados no México desde 2006. 
O jornal The Guardian analisa o método dos crimes no México 

 

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