Dono da maior safira do mundo quer vendê-la para ajudar a combater a pobreza no Sri Lanka
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Dono da maior safira do mundo quer vendê-la para ajudar a combater a pobreza no Sri Lanka

Intenção do proprietário - que pediu anonimato por questão de segurança - é vender a pedra preciosa por US$ 300 milhões

Redação Internacional

14 Janeiro 2016 | 10h54

COLOMBO – A fama adquirida pela “maior safira do mundo” estimulou seu dono, natural do Sri Lanka, a tentar vendê-la por US$ 300 milhões, valor com o qual espera ajudar a combater a pobreza em seu país. “Essa é uma oportunidade que só se tem uma vez na vida. Todos me disseram que nunca uma pedra havia trazido tanta fama a esse país. Estou muito agradecido e feliz”, disse o dono da pedra preciosa, que por segurança prefere manter o anonimato.

Foto: Ranga Sirilal / Efe

Foto: Ranga Sirilal / Efe

O proprietário, que batizou a safira como “A estrela de Adão”, acredita que chegou o “momento ideal para vender” a safira, devido tanto à fama como ao fato de que para um comprador trata-se de um valor seguro dentro da instável conjuntura internacional.

Além disso, ele garantiu que poderá fazer mais por seu país com o dinheiro que ganhar com a pedra. “Nunca esqueci dos pobres, por isso gostaria de melhorar suas vidas. Mas quero que seja a longo prazo”, declarou o dono da safira, acrsecentando que também gostaria de colaborar com o desenvolvimento da indústria do Sri Lanka.

O proprietário pensou a princípio em exibir a pedra durante um tempo para que os cingaleses pudessem admirá-la, mas a possibilidade de roubo o levou a descartar essa opção.

Para a venda da safira, o dono está criando um site onde receberrá ofertas, que espera que alcancem “US$300 milhões”, valor que segundo ele se baseia na fama mundial da pedra e em estimativas dentro do tipo de mercado.

A pedra tem uma certidão de 1.404,49 quilates emitida pelo Instituto Gemológico de Colombo. O gemólogo Ashan Amarasinghe, que trabalha para o órgão, confirmou que esta é a “maior safira azul estrela documentada do mundo”.

“Não podemos especular seu valor real, porque é uma peça única, não existe outra que possa ser comparada. Além disso, o preço de uma pedra é determinado por muitos fatores como o seguro, que pode fazer com que ele duplique ou triplique”, explicou o gemólogo.

O diretor da Autoridade Nacional de Gemas e Joias do Sri Lanka, K.L.D. Dayasagarage, foi mais um a afirmar que se trata da maior safira conhecida, superando a até agora considerada de maior tamanho, de 1.395 quilates, que também está no país insular.

A história da maior safira do mundo começou há poucos meses na cidade de Ratnapura, um lugar sinônimo de pedras preciosas, onde seu dono atual a comprou de um marchand por um preço que não quis revelar. “Estava no processo de abrir uma joalheria, por isso buscava gemas para abastecê-la. Foi então que encontrei essa peça. Com minha experiência, sabia que podia alcançar um grande valor internacional com a publicidade adequada, por isso paguei um alto preço para adquiri-la”, relatou.

Nome. Segundo uma crença muçulmana, Adão foi enviado ao Sri Lanka após ser expulso do Paraíso por morder a maçã proibida. Lá, o primeiro homem chorou arrependido, implorando a Deus por seu perdão. Essas lágrimas se transformaram nas gemas que estão no país. Por isso, a pedra foi batizada de “A estrela de Adão”.

O Sri Lanka é conhecido pela grande quantidade de pedras preciosas, especialmente safiras azuis, embora também conte com variações rosa, amarela, violeta, branca, verde e laranja. Somadas, as exportações dessas pedras em 2014 foram de US$ 381,2 milhões. /EFE

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