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O lobby cubano e as relações EUA-Brasil

Ricardo Galhardo

18 de dezembro de 2009 | 18h02

As relações dos EUA com o Brasil estão sendo diretamente afetadas pela briga entre parlamentares conservadores e o governo americano em torno da política para Cuba e Honduras. A nomeação de Thomas Shannon para a embaixada dos EUA em Brasília foi barrada até a quinta-feira pelo senador George LeMieux, que só retirou seu veto após receber garantias de que os EUA continuarão a apoiar grupos dissidentes cubanos e normalizarão a emissão de vistos para hondurenhos.

Segundo analistas, o que está por trás dessas concessões é um cálculo simples: o governo Obama já está travando uma série de disputas com setores conservadores no Congresso por causa da reforma do sistema de saúde e da guerra do Afeganistão. Se tem de ceder em algo, que seja nessas questões latino-americanas – às quais o público interno é menos sensível.

O lobby anticastrista percebeu a oportunidade – e resolveu barrar o embaixador brasileiro como forma de pressão. Quase um ano depois da posse de Obama, a sua equipe nem sequer assumiu para começar a avançar na agenda bilateral. Até agora ainda não há garantias de que Shannon será aceito no Senado.

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