Egito pede à Interpol que localize busto de Tutancâmon leiloado em Londres
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Egito pede à Interpol que localize busto de Tutancâmon leiloado em Londres

Peça foi vendida pela casa de leilões Christie's por US$ 6 milhões; Comitê Nacional para a Repatriação de Antiguidades alega falta de documentação necessária à venda

Redação Internacional

09 de julho de 2019 | 13h06

CAIRO – O Egito solicitou à Interpol que localize o busto de Tutancâmon leiloado em Londres por quase US$ 6 milhões, apesar da oposição do Cairo, anunciaram fontes governamentais nesta terça-feira, 9.

A casa de leilões Christie’s vendeu no dia 4 a relíquia de quartzito, de 28,5 cm de altura, por 4.746.250 de libras esterlinas (US$ 5.970.000) em uma de suas vendas mais polêmicas em muitos anos. Não foi fornecida nenhuma informação sobre o comprador.

O Comitê Nacional para a Repatriação de Antiguidades (NCAR) do Egito informou que após uma reunião de emergência, os procuradores solicitaram à Interpol a “publicação de uma circular para localizar” o busto, alegando a falta da documentação necessária à venda.

“O comitê expressa seu profundo descontentamento com o comportamento pouco profissional” que permitiu “vender antiguidades egípcias sem fornecer os documentos sobre propriedade e provas de exportação legal a partir do Egito”.

O NCAR solicitou ainda ao Reino Unido que “proíba a exportação dos objetos vendidos” até que as autoridades egípcias tenham acesso aos documentos solicitados.

O arqueólogo egípcio e ex-ministro das Antiguidades Zahi Hawass considera que a obra “saiu do Egito nos anos 1970 porque nessa época outros objetos antigos da mesma natureza foram roubados do Templo de Karnak“, em Luxor.

“A Christie’s não sabe nos dizer quando foi roubado” e “os proprietários forneceram informações falsas”, afirmou ele após o Executivo do Cairo pedir, em junho, que a casa de leilões cancelasse a venda da peça e de outros objetos do Antigo Egito.

A casa de leilões publicou uma cronologia mostrando como o busto foi passando de mão em mão durante os últimos 50 anos, e garantiu que “não venderia qualquer obra sem um documento claro sobre sua propriedade”. / AFP

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