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Em livro, Schettino conta a sua versão sobre o naufrágio do Costa Concordia

Capitão do navio que naufragou em 2012 dedicou obra aos parentes das 32 pessoas que morreram

Redação Internacional

25 de junho de 2015 | 16h03

Foto: Arquivo/Divulgação

Foto: Arquivo/Divulgação

ROMA – “Le veritá sommerse” (As verdades submersas) é o título do livro que o comandante do Costa Concordia Francesco Schettino escreveu para contar a sua versão dos fatos que levaram ao naufrágio do navio em janeiro de 2012, quando 32 pessoas morreram.

O livro já está à venda, informou nesta quinta-feira, 25, a editora Graus, e foi apresentado em um ato realizado na cidade natal do autor, Meta di Sorrento, na província de Nápoles. O material foi escrito com a colaboração da jornalista Vittoriana Abate e, em suas 608 páginas, narra com material fotográfico e documentário os fatos que precederam o desastre.

O volume foi alvo de críticas mesmo antes de ser publicado orque Schettino decidiu dedicá-lo aos parentes das vítimas. “Para aqueles que naquela noite foram feridos pela perda de seus entes mais queridos, porque a eles se deve a verdade e a ninguém mais”, escreveu o italiano.

A editora defende o livro, categorizado como “memorial”, e diz que ele aborda a história de Schettino, “sua vida, experiência profissional e recordações antes e depois do acidente”. “Quem é o homem acusado de provocar o naufrágio do Concordia? Trinta anos no mar. Anedótas, recordações, testemunhos jamais escutados antes. Tudo o que ainda não havia sido contado e compreendido sobre o naufrágio do Costa Concodia”, diz a ficha técnica da publicação.

O livro, ainda segundo a editora, é dirigido aos “apaixonados pela investigação jornalística e dos temas muito atuais”. Cada exemplar custa 19 euros (US$ 16).

Schettino foi condenado em primeira instância a 16 anos de prisão ao ser declarado culpado pelo naufrágio, apesar de não ter sido preso já que para isso precisa ser condenado definitivamente pela Corte Suprema.

Os delitos pelos quais responde são homicídio culposo múltiplo, abandono de embarcação, naufrágio e não ter informado imediatamente às autoridades portuárias sobre o problema.

O naufrágio aconteceu na noite de 13 de janeiro de 2012 quando o Costa Concordia, no qual viajavam 4.229 pessoas, encalhou perto da ilha toscana de Giglio. Além dos 32 mortos, 64 pessoas ficaram feridas. /EFE

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