Em vídeo, artistas relembram mortes de negros pela polícia dos EUA e cobram ação do governo
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Em vídeo, artistas relembram mortes de negros pela polícia dos EUA e cobram ação do governo

Coordenada por Alicia Keys, campanha coloca grande nomes da música - como Beyoncé, Rihanna e Pharrell Williams, entre outros - descrevendo as situações corriqueiras que levaram aos assassinatos

Redação Internacional

14 Julho 2016 | 11h48

Uma iniciativa coordenada pela cantora Alicia Keys e por sua fundação, a We Are Here (Estamos Aqui, em tradução livre), reuniu alguns dos artistas negros mais famosos do mundo, incluindo Beyoncé, Rihanna e Pharrell Williams, em um vídeo divulgado na internet em que eles descrevem as situações corriqueiras nas quais dezenas de negros foram mortos pela polícia dos Estados Unidos.

Com o título de “23 maneiras que você pode ser morto se for um negro nos EUA”, o vídeo relembra casos dos últimos anos, como as mortes de Sandra Bland, Eric Garner e Tamir Rice. “Andando no carro da sua namorada com uma criança no banco traseiro”, diz Beyoncé, ao se referir a Philando Castile, cuja morte, exibida ao vivo no Facebook, desencadeou uma série do protestos do movimento Black Lives Matter (A vida dos negros importam, em tradução livre) na semana passada.

Artistas fazem campanha contra morte de negros pela polícia dos EUA

Artistas fazem campanha contra morte de negros pela polícia dos EUA

“Usando um boné”, diz Pharrell Williams, lembrando do caso de Trayvon Martin, garoto de 17 anos baleado e morto na Flórida em 2012 por George Zimmerman, um agente de segurança voluntário que considerou suspeita a aparência de Martin.

“Exigimos uma transformação radical para curar a longa história de racismo sistêmico, de forma que todos os americanos tenham o mesmo direito de buscar a felicidade”, diz Alicia Keys no encerramento da produção, em que cobra uma solução do presidente americano, Barack Obama, e das demais autoridades do país.

Veja o vídeo abaixo  da campanha: