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Entenda: Síria e as armas químicas

Redação Internacional

25 de abril de 2013 | 18h57

O governo da Síria tem sido acusado de usar armas químicas contra os rebeldes que tentam derrubar o presidente, Bashar Assad, desde março deste ano, quando um porta-voz opositor denunciou o uso do arsenal proibido em Deraa e Homs. Assad tem um estoque de agentes químicos letais, incluindo o gás sarin e o VX, além de mísseis adaptados para receber ogivas com veneno.

O sarin, substância que age sobre o sistema nervoso central, foi desenvolvido em 1936 para ser utilizado como pesticida agrícola. Foi usado no ataque ao metrô de Tóquio em 1995, que deixou 12 mortos e 5 mil feridos. Já o VX, que também afeta o sistema nervoso, é capaz de causar uma grave asfixia quando inalado, ainda que em pequena quantidade, pela vítima.

Um diplomata que trabalhou na Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq) e falou ao Estado em condição de anonimato em julho de 2012 – ocasião em que a Síria “confessou” ter esse tipo de armamento -, disse ser fácil esconder um programa químico. “Instalações que produzem substâncias como gás VX ou sarin podem ser pequenas, geralmente ficam em zonas civis. Os inspetores só conseguem detectá-las vendo as plantas dos prédios e os encanamentos – a chave é o sistema de ventilação, que tem características específicas.”

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