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Exército da China usa rap para tentar recrutar jovens soldados; veja vídeo

Com o nome ‘Declaração de Batalha’, a canção diz que ‘sempre há missões na mente do soldado, inimigos em seus olhos, responsabilidades em seus ombros e paixões em seus corações’

Redação Internacional

05 Maio 2016 | 14h42

PEQUIM – O Exército da China vive um processo de modernização que também se reflete no mundo musical. A instituição publicou um videoclipe no qual tenta captar jovens recrutas com letras de rap agressivas.

O vídeo, que mostra algumas das armas mais avançadas do Exército de Libertação Popular (ELP) e “uma lírica muito masculina”, nas palavras do Jornal do Povo, estreou no site 81.cn, das Forças Armadas chinesas, e viralizou em poucos dias.

A canção, intitulada “Declaração de Batalha”, é a primeira incursão do ELP no rap, após muitos anos utilizando grandes orquestras, melodias militares e música tradicional chinesa para tentar captar novos soldados.

“Sempre há missões na mente do soldado, inimigos em seus olhos, responsabilidades em seus ombros e paixões em seus corações”, diz um dos versos da canção, que adverte que “pode haver guerra a qualquer momento” e em um dos refrões repete a palavra “matar” várias vezes.

Os versos estão acompanhados de imagens de alguns dos últimos recursos apresentados pelo Exército chinês, desde seu porta-aviões Liaoning aos caças J-11, os tanques de última geração 99A, os mísseis de curto alcance DF-11 e inclusive satélites e naves espaciais.

O vídeo aparece em um momento em que o ELP está em um lento e longo processo de redução de tropas – passará de 2,3 milhões a 2 milhões de soldados -, mas ao mesmo tempo busca pessoal mais qualificado, que inclua mais jovens com alto nível de escolaridade.

Na China o serviço militar é em teoria obrigatório, mas em razão do elevado número de voluntários nunca foi necessário fazer uso de recrutamentos forçado entre a população.

Grande parte desses voluntários são de regiões camponesas e com menos recursos do país, que veem nas Forças Armadas uma forma de sair da pobreza e ascender socialmente. Assim, a presença de soldados com estudos superiores é ainda insuficiente aos olhos da direção militar. /EFE

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