‘Fidel foi a esperança na minha vida’, diz Jabor
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‘Fidel foi a esperança na minha vida’, diz Jabor

Em depoimento ao 'Estado', o cineasta e colunista do jornal Arnaldo Jabor fala sobre Fidel

Redação Internacional

26 de novembro de 2016 | 22h02

“Fidel foi a esperança na minha vida. Nunca esqueço sua chegada a Havana, sob o som de pachangas, debaixo de chuva, com Che e Cienfuegos lindos, todos lindos, cabeludos e barbados como uma espécie de hippies armados e corajosos. Ele encarnou fundamente a ideia de mudança para a America Latina. Seríamos livres, justos e até psicodélicos.

Mas Fidel também foi a perda desse sonho politico. Cienfuegos morreu, Che pirou e partiu para fazer uma revolução sozinho na Bolivia. Morreu denunciado pelos camponeses que iria ‘alvar’. Fidel foi obrigado a reorganizar aquela sociedade cubana, mas a utopia virou incompetência. Com o embargo comercial contra Cuba, Fidel virou um satélite avançado da URSS nos trópicos. E o mundo mudou radicalmente; mas Fidel permaneceu agarrado no poder, heroico, mas arcaico, servindo à sua caricatura – o bolivarianismo.”

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