George Clooney diz que crise mundial de refugiados é grave
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George Clooney diz que crise mundial de refugiados é grave

Ator americano, que se reuniu com a chanceler alemã, Angela Merkel, nesta sexta, também afirmou acreditar que seus compatriotas rejeitarão o pré-candidato republicano Donald Trump

Redação Internacional

12 de fevereiro de 2016 | 16h29

BERLIM – O ator americano George Clooney disse nesta sexta-feira, 12, que a crise de refugiados é maior do que mostram as manchetes sobre o êxodo da Síria e do Iraque, e acredita que seus compatriotas “farão a coisa certa” rejeitando o pré-candidato presidencial republicano Donald Trump e os clamores para impedir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.

Clooney falou à Reuters no mesmo dia em que ele e sua esposa, a advogada de direitos humanos Amal Alamuddin Clooney, se encontraram com a chanceler alemã, Angela Merkel, a portas fechadas na chancelaria para debater a crise de refugiados.

George Clooney e a mulher Amal se encontraram com a chanceler alemã, Angela Merkel, nesta sexta-feira

George Clooney e a mulher Amal se encontraram com a chanceler alemã, Angela Merkel, nesta sexta-feira (Foto: REUTERS/Bundesregierung/Guido Bergmann)

O casal Clooney está na capital da Alemanha para a pré-estreia internacional de “Ave, César!”, filme dos irmãos Coen estrelado por ele, que inaugurou o Festival Internacional de Cinema de Berlim na quinta-feira.

“Para mim, a crise de refugiados não é só os refugiados sírios”, afirmou Clooney. “Vocês sabem que ainda há pessoas deslocadas internamente e refugiados no Sudão do Sul, em Darfur, que ainda há milhões de pessoas e elas continuam morrendo.”

“Então na verdade está em todo o mundo – 60 milhões de deslocados neste momento no mundo – é um momento terrível, terrível quanto a isso”, acrescentou.

Clooney, que em uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira foi desafiado por entrevistadores, que o exortaram a usar sua proeminência pública para ajudar a pôr fim à crise, disse não ter medo de falar de temas polêmicos. “Posso falar de Darfur ou posso falar de outras coisas sem ter que me preocupar com as implicações políticas”, afirmou. / REUTERS