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Geração de energia nuclear após Fukushima completa um ano no Japão

Mais de meia década depois da catástrofe, prosseguem as tarefas para reconstruir as zonas afetadas

Redação Internacional

10 Agosto 2016 | 19h27

Há um ano, o Japão iniciou a geração de energia nuclear pela primeira vez desde o acidente em Fukushima. Em março de 2011, um terremoto de magnitude 9,0 atingiu a costa leste do Japão, desencadeando um tsunami que destruiu parcialmente a usina nuclear de Fukushima. Com as paredes do reator um da usina rachadas, material radioativo contaminou o meio ambiente, no pior desastre nuclear desde Chernobyl, na então União Soviética, em 1986. Mais de 18 mil pessoas morreram no tsunami e milhares foram retiradas de suas casas na região próxima à usina.

Mais de meia década depois da catástrofe, prosseguem as tarefas para reconstruir as zonas afetadas e cerca de 174 mil pessoas continuam sem poder voltar para casa em razão da destruição causada pelo Tsunami ou pela poluição radioativa emanada da central.

A recuperação das Prefeituras de Iwate e Miyagi, onde a onda gigante deixou mais mortos, desacelerou pela dificuldade técnica e o custo para construir novas casas em zonas mais elevadas sobre o nível do mar – medida preventiva perante a possibilidade de outros tsunamis.

Na Prefeitura de Fukushima, a situação é mais complexa e não há sinais de solução para as milhares de pessoas que seguem deslocadas pela catástrofe nuclear, justamente em razão dos altos níveis de radiação que fazem com que seis municípios estejam ainda inabitáveis.

A central também enfrenta um longo e incerto processo de desmantelamento, uma tarefa que se prolongará entre três e quatro décadas à qual se somam os problemas de conter os vazamentos de água radioativa e retirar e armazenar o combustível nuclear gasto.

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