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GLOSSÁRIO: As reformas em Cuba de A a Z

Redação Internacional

02 de dezembro de 2011 | 18h38

Por Rodrigo Cavalheiro, enviado especial a Cuba

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ESPECIAL: Reformas em Cuba

Alejandro Castro Espín – filho de Raúl Castro. Aos 46 anos, está no centro dos rumores sobre o futuro do regime.

Barbacoasub-habitação típica do centro de Havana. Em um apartamento com teto alto, constrói-se um piso intermediário, normalmente de madeira. O nome significa churrasqueira, porque a moradia, com menos ventilação, aquece.

Bicitáxi – modo mais barato de circular pelo centro de Havana. Um trajeto de um quilômetro pode custar de US$ 0,10 a US$ 10 (depende da vontade do bicitaxista de explorar o turista).

Casa particularresidência com autorização do regime para receber turistas. O quarto custa em média US$ 25 por noite.

Cocotáxi – táxi construído com uma estrutura de fibra de vidro sobre uma moto de 125cc. Tem lugar para três passageiros e custa 20% menos que o táxi tradicional.

Cuentapropista – cubano que trabalha “por conta própria”. Eufemismo do regime para pequeno empresário.

Divisa – sinônimo de “peso convertible” ou CUC, moeda que equivale a aproximadamente US$ 1 e que serve como lastro para o turismo.

Efectivo – pagamento em dinheiro vivo.

Fidel – líder da Revolução Cubana, “el comandante” delegou o poder ao irmão em 2006. Passou a escrever longos textos chamados Reflexões, reprisados à exaustão nos jornais, rádios e canais de TV oficiais.

Granma – nome do principal jornal oficial, de uma província e do barco que levou do México a Cuba, em 1956, os guerrilheiros que derrubariam o ditador Fulgencio Batista.

Guagua – ônibus ou qualquer meio de transporte grande, como um caminhão pau de arara. Dentro de Havana, a passagem na “guagua” custa R$ 0,02.

Hacer botella – pegar carona.

Hugo – forma carinhosa com a qual os cubanos se referem a Hugo Chávez, presidente da Venezuela.

Isla – modo como os cubanos chamam Cuba, “la isla” (a ilha).

Jinetero – cubano especializado em explorar turistas. Vive de comissões sobre qualquer negócio.

Limosna – esmola, em espanhol. É o que moradores de rua como Lázaro não pedem.

Moneda nacional – Moeda que serve basicamente para comprar produtos subsidiados (US$ 1 = 24 pesos cubanos “moneda nacional”). Che Guevara estampa a moeda de 3 pesos, a mais famosa.

Mentirita – em bares frequentados por dissidentes, nome dado à bebida Cuba Libre.

Navidad – Natal. Festa cristã cuja celebração foi proibida durante 28 anos em Cuba.

Oriente – referência ao leste da ilha, parte mais pobre do país, onde começou a Revolução.

Paladar – qualquer pequeno restaurante privado. O nome se inspira no estabelecimento criado por Raquel Accioli na novela brasileira Vale Tudo, sucesso em Cuba nos anos 90, período em que os primeiros empreendedores montaram clandestinamente restaurantes.

Periodo especial – como os cubanos chamam a época de ajuda da União Soviética.

Puro – charuto. Uma caixa no mercado negro custa 5 vezes menos que em uma loja do Estado, onde pode sair por US$ 500.

Qué bolá? – gíria cubana para “tudo bem?”

Raúl Castro – presidente do país desde fevereiro de 2006. Promove uma série de medidas de abertura econômica, mas endurece o controle político.

Socio – gíria para “amigo”

Táxi – transporte mais usado por turistas para ir de uma cidade a outra.

Usufruto – forma pela qual o regime cedeu terras a agricultores, sem grande êxito.

Vedado – bairro de Havana em que Roberto Robaina, chanceler durante a época de repressão mais dura aos “paladares”, tem hoje seu restaurante particular.

Xiomara – o mais comum nome estranho da ilha.

Yoani Sánchez – blogueira que ganhou vários prêmios internacionais por descrever o dia a dia na ilha no site GeneracionY. Desconhecida em Cuba.

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