Imprensa internacional repercute detalhes de torturas que Dilma Rousseff sofreu
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Imprensa internacional repercute detalhes de torturas que Dilma Rousseff sofreu

Redação Internacional

18 de junho de 2012 | 21h10

Diversos veículos de comunicação internacionais repercutiram nesta segunda-feira, 18, detalhes das torturas pelas quais a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, foi submetida durante a Ditadura Militar. O Clarín, da Argentina, o ABC, da Espanha e a agência italiana Ansa, foram alguns dos veículos que divulgaram as informações.

Documentos com depoimentos da presidente, prestados em outubro de 2001 ao Conselho Estadual de Direitos Humanos (Conedh-MG), foram divulgados pelos jornais brasileiros e revelam que ela foi indenizada em R$ 30 mil pela tortura sofrida.

De acordo com o depoimento, Dilma, que na época era secretária de Minas e Energia no Rio Grande do Sul e filiada ao PDT, levou vários socos no maxilar durante as sessões de tortura em Minas Gerais. Além disso, ela relatou ter levado choques. “Não se distinguia se era dia ou noite. O interrogatório começava. Geralmente, o básico era choque.”

A imprensa internacional chamou atenção justamente para o fato de os detalhes das torturas terem sido revelados pela imprensa brasileira, em documentos que, até então, eram desconhecidos.